Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Precisamos falar sobre fake news
Vitor Vogas

Precisamos falar sobre fake news

O Planalto divulgou nas redes sociais que "números mostram a melhora do país". Junto com a mensagem, o título "céu estrelado". A autoestima do Planalto é sempre boa.

Publicado em 02 de Julho de 2018 às 21:52

Públicado em 

02 jul 2018 às 21:52
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas

(Vinícius Valfré - interino)

Crédito: Amarildo

Às vésperas de eleições altamente complexas e polarizadas, as fake news se tornaram um fantasma. Há uma ameaça na praça virtual com impactos imprevisíveis, um medo de que a experiência dos Estados Unidos seja adaptada para o Brasil e faça com que os eleitores escolham o próximo presidente a partir de mentiras estrategicamente disseminadas. O problema, porém, está mais nos discursos distorcidos do que nos textos maliciosos.

Na campanha eleitoral de 2016 nos EUA, 27% leram pelo menos uma notícia falsa em algum dos 289 sites dedicados à confecção delas. Por outro lado, 25% acessaram ao menos uma vez algum serviço de checagem de fatos. Não há, contudo, interseção entre os dois grupos. Não passou de zero o percentual daqueles que consumiram fake news e checagem sobre o mesmo assunto.

Os dados são do cientista político Jason Reifler, da Universidade de Exeter, na Inglaterra, que esteve em São Paulo na semana passada para o congresso da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. Estudioso do tema, Reifler apresentou uma conclusão tranquilizante:

“Achar que fake news vão mudar o voto do eleitor parece um pouco forçado. Há pouca evidência de que elas tenham transformado votos em 2016”, afirmou o professor. Ele observa que esse tipo de “notícia” serve sobretudo para reforçar convicções que o leitor já carrega. E é quase impossível medir outras variáveis, como se elas são capazes ou não de tornar ideias extremas mais palatáveis.

As notícias falsas, então, são apenas fumaça e preocupação exagerada? Não é bem assim. Fake news – conteúdos falsos que se apropriam de construções do jornalismo profissional – não são a única sujeira neste universo. Inclusive, estudiosos estão desincentivando o uso do termo porque políticos pouco democráticos passaram a utilizá-lo para atacar a imprensa livre que os denuncia.

“Desinformação” é o conceito que melhor descreve essa novidade dos nossos tempos. Abrange não apenas artigos falsos, mas montagens, discursos e vídeos manipulados, falta de contexto e mecanismos para “caçar cliques”. É praticada tanto por sites parciais quanto por candidatos.

“A desinformação, mais do que um artigo publicado com informações falsas, é um problema bem maior, coisa que me assusta. Precisamos nos preocupar com coisas falsas que os políticos dizem. Eliminar discursos políticos baseados na desinformação é uma coisa poderosa para uma sociedade”, afirmou Reifler.

A mistura de nossas crises sobrepostas com desinformação pode ser explosiva.

Convocação ou convite?

Nas vésperas do jogo contra o México, servidores da Sedurb também viveram um momento “convocação”. Funcionários da pasta receberam mensagem

interessante. O texto lembrava que ontem seria ponto facultativo, mas que o governador Paulo Hartung faria uma visita de cortesia à nova sede da secretaria, em Vila Velha.

A motivação

“O governador Paulo Hartung confirmou uma visita à nova sede da Sedurb, às 7h30. Sendo assim, solicitamos a todos os servidores que estejam presentes em seus postos de trabalho às 7h para recebermos o governador. A expectativa é que ele permaneça no local até por volta das 9h”, dizia trecho da mensagem.

A explicação

O chefe da Sedurb, Marcelo Oliveira, afirma que a ideia de receber Hartung na nova sede partiu dele e dos próprios servidores, que se sentiriam prestigiados. Oliveira garantiu que a solicitação de presença não era uma obrigação e que não haverá represálias aos faltosos. “De forma nenhuma eu agiria para coagir alguém. Não é assim que a gente trabalha, não é a nossa prática”, disse.

Acharam errado

“Fizemos para as pessoas que quisessem estar presentes. Não obrigamos que as pessoas fossem, tanto que muitas não foram. E para a gente não tem problema nenhum. O ponto facultativo é uma opção que o servidor tem de trabalhar ou não. Além disso, há o decreto do governador do ponto facultativo. Não podem achar que mensagem enviada pela comunicação da Sedurb tem mais valor que o decreto”, acrescentou o secretário.

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Caminhão de cerveja tomba em trecho onde acidente com ônibus matou 3 na BR 262
Caminhão de cerveja tomba no mesmo trecho de tragédia com ônibus no ES
Ciclista, bicicleta, cadeirinha, criança, ciclovia
Grande Vitória vai ganhar mais 144 km de ciclovias e ciclofaixas; veja os locais
Imagem de destaque
O que muda na saúde bucal depois dos 50? Especialista lista 7 cuidados

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados