Os “arrastões”, definitivamente, entraram no calendário do Carnaval de Vitória e agitam os dias que antecedem a folia. São ensaios de rua, abertos ao público, que as escolas de samba fazem em seus bairros como se estivessem desfilando no sambódromo. Ganham as agremiações, que trazem para perto as suas comunidades - muitas vezes “adormecidas” com o carnaval. E ganha também o público, que tem a oportunidade de aproveitar vários “desfiles” antes do dia oficial. Um bom exemplo foi a Novo Império, que na última semana levou uma multidão para as ruas em seu “arrastão anual”, sempre no primeiro domingo do ano.
Vale lembrar!
A Liesge informa que as vendas dos ingressos para o desfile do dia 3 de fevereiro no Sambão continuam acontecendo nas quadras das escolas que desfilam no sábado. Valores: R$ 35 meia e R$ 70 inteira. Já para quem é de fora do Espírito Santo, a venda também acontece em qualquer casa lotérica. Basta informar ao atendente o código de convênio 20-911-489, e em seguida informar o código 10-102 se quiser comprar ingresso da sexta e 10-103 para comprar o de sábado.
Social faz bem
A MUG embarcou no projeto Fazendo Arte, que acontece dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra. Os internos da ala LGBT estão confeccionando peças para as fantasias da escola de samba de Vila Velha. Tudo sob orientação do carnavalesco Osvaldo Garcia, que deu os “macetes”. Os internos que estiverem com previsão de deixarem a cadeia entre janeiro e fevereiro serão convidados a desfilar pela MUG em 2018.
Venda de fantasias
A comercialização de alas para os desfiles segue em ritmo lento. Graças à crise financeira, os foliões andam sumidos e têm deixado a compra da fantasia para a última hora. Em contrapartida, as escolas têm reduzido o preço e dividido em mais vezes no cartão. Tudo para não perder o folião.
Não é só por aqui...
Mas não é só Vitória que sofre com a lentidão na venda de fantasias para o desfile. O Grupo Especial do Rio passa pelo mesmo problema. Na Mocidade, por exemplo, nem o campeonato em 2017 foi o bastante. Há menos de um mês para o carnaval, ainda há vagas em nove alas para 2018. Lá a fantasia de ala custa R$ 1,6 mil.
Sensatez
A Liga que coordena o carnaval de São Paulo decidiu, por unanimidade, isentar de julgamentos a escola de samba Acadêmicos do Tucuruvi, que sofreu um incêndio no início do mês e perdeu cerca de 75% das fantasias para o desfile de 2018. Fez o certo.
Força, Flávio!
O carnavalesco da escola, Flávio Campello, é o atual campeão do carnaval de São Paulo: venceu com a Tatuapé em 2017. Mas ele também já assinou desfiles em três escolas de samba do carnaval de Vitória: teve passagens por Unidos de Jucutuquara, Independente de Boa Vista e Imperatriz do Forte.
Locomotiva dá show
A bateria da Pega no Samba vem arrancando elogios por onde passa, nos encontros e festas com outras escolas de samba. Ao que tudo indica, Mestre Jorginho caminha par, mais uma vez, gabaritar o quesito, assim como fez no carnaval de 2017.
Jurados
O carnaval capixaba, que se inspira de A a Z na folia do Rio de Janeiro, será julgado de novo por um grupo de avaliadores de São Paulo. Vale lembrar que o júri do carnaval paulistano não dá colher de chá para erros bobos na avenida. Ou seja: não vai adiantar empolgar. A campeã novamente será a que errar menos.
Baile Voador
Três escolas de samba participam da próxima edição do Baile Voador, que acontece no próximo dia 20 de janeiro, no Ilha Shows. Independente de Boa Vista, MUG e Unidos da Piedade estão entre as atrações divulgadas para o baile deste ano.
Donas da festa
Chamaram bastante atenção, durante a apresentação das suas fantasias, as alas de baianas da Unidos da Piedade e da Boa Vista. Capricho e dedicação das duas agremiações com as mães do samba. Elas merecem!
Luxo diferente
“Ser carnavalesco com dinheiro em caixa é fácil”, resume Petterson Alves, campeão em 2017 pela Boa Vista e atual carnavalesco da Jucutuquara. Em 2018 ele afirma que as 19 alas do desfile, apesar do belo visual, não ficaram reféns das (caras) plumas durante a confecção.
Ambrósio
O enredo com pegada africana permitiu que o carnavalesco utilizasse outras estratégias e alguns materiais alternativos para a elaboração das fantasias e dos 4 carros alegóricos que contarão o enredo na avenida.