Menos de um mês depois de pararem a cidade, no dia 21 de junho, um pequeno grupo de rodoviários voltou a interditar duas das principais avenidas do Centro de Vitória em protesto na manhã desta quinta-feira (12). Nos dois casos, as motivações por trás do caos instalado na Capital são frutos de uma disputa interna do sindicato da categoria.
No primeiro protesto, a razão era a insatisfação com a impugnação de quatro membros de uma das chapas que concorre ao Sindirodoviários. Agora, um mero desentendimento sobre localização de urnas levou os sindicalistas ligados à Central Única dos Trabalhadores a se acharam no direito de bloquear o fluxo em duas faixas das três faixas nas avenidas Getúlio Vargas e Jerônimo Monteiro. Se esse bloqueio já não bastasse para causar grande impacto na rotina da população, o grupo ainda impediu a passagem de coletivos pelas vias. Foi preciso que o Batalhão de Choque da PM interviesse para normalizar o trânsito.
É absurdo que rixas de um sindicato sirvam de pretexto para cercear o sagrado direito de ir e vir. Como já assinalado neste espaço na primeira manifestação a parar a cidade, não se trata de questionar a validade do pleito, mas de apontar a sua irrelevância para a população, se comparada aos distúrbios que provoca. Há meios legais para se contestar a impugnação que não onerem os cidadãos, que pouco ou nada têm a ver com o assunto. Parar a cidade por uma picuinha política é uma atitude insensata.