Este simpático cachorrinho apareceu na passarela do samba antes de o desfile começar. Posou para fotos e depois foi embora.Crédito: Leonel Ximenes
No ano passado, a PM, em greve, não apareceu. Neste ano, na abertura da festa no Sambão do Povo, a banda da Polícia Militar deu um show na noite de sexta-feira (02) tocando sucessos imortais do carnaval como “Volta por Cima”, de Paulo Vanzolini. Uma música sob medida. Afinal, na maior festa popular do mundo mágoas, ressentimentos e insatisfações devem ser deixados de lado.
O BLOCO DOS RIVAIS
Ressentimentos políticos, inclusive. Foi o que aconteceu no final da apresentação da banda da PM, quando se juntaram o prefeito Luciano Rezende (PPS), o vice-governador César Colnago (PSDB) e o ex-governador Casagrande (PSB). Foi por pouco tempo, mas valeu.
PINTOU UM CLIMA
Aliás, Luciano e Casagrande ganharam nota 10 no quesito harmonia. Ficaram juntos quase o tempo todo, inclusive tirando selfie.
CHEGUEI
O socialista, por sinal, foi um dos primeiros a chegar no Sambão. Apareceu com sua mulher, dona Virgínia, às 21h10, quando as arquibancadas estavam supervazias de eleitores (foi mal, perdão, de foliões).
ATRAVESSARAM
Apesar dos largos sorrisos e tapinhas nas costas, havia no ar um clima de disputa entre o bloco dos adeptos do prefeito Luciano Rezende e o dos amigos do governador Hartung. À boca miúda, um falando mal do outro.
TODOS CONTRA O ASSÉDIO
A disputa extrapolou para as mídias sociais. Na quinta, a PMV lançou uma campanha contra o assédio a mulheres no carnaval; na sexta, surgiu na internet uma campanha muito semelhante, e com o mesmo tema, do governo do Estado.
DEZ, NOTA DEZ!
Um dos destaques do primeiro dia de desfile foi a primeira-dama de Vitória, Marina Lodi Rezende. Estava lindíssima num vestido vermelho.
TALENTO MÚLTIPLO
Outro que chamou a atenção foi o maestro da banda da Polícia Militar. O tenente Marcos, além de regente, mostrou uma voz potente e afinada ao cantar “Não Deixe o Samba Morrer” (Alcione).
PEDRO, O GRANDE
Depois de vários dias de chuva, São Pedro entrou na avenida e mandou desligar as torneiras no primeiro dia de festa no Sambão.
ALÔ! ALÔ! ALÔ?
O puxador de samba da Tradição Serrana, primeira escola a desfilar, se empolgou e gritou “alô, arquibancada!”, para dar início à apresentação da agremiação. Só que o microfone dele ainda não estava ligado e o moço teve que repetir o bordão.
CARNAVAL SOLIDÁRIO
Baterias de várias escolas vieram com tamborins estampados com imagens de Zumbi dos Palmares, personagem do enredo da Tradição Serrana. Parece que a crise nas escolas do Grupo de Acesso motivou uma corrente de solidariedade com o empréstimo de instrumentos musicais entre as agremiações.
ESVAZIADO
A exemplo dos anos anteriores, o desfile na sexta-feira foi um fracasso de público, com arquibancadas vazias. Às 22h, quando a primeira escola entrou na avenida, tinha mais gente do lado de fora da armação das escolas do que dentro do Sambão.
DEVER DE CASA
É preciso resgatar a importância da sexta-feira no Sambão. Escolas sem nenhuma condição de desfilar, como a Barreiros, que não tinha sequer um carro alegórico, não podem participar da festa. O carnaval capixaba cresceu, se consolidou e não admite mais amadorismo. O público merece respeito.
BOMBOU
O camarote da Rede Gazeta estava visualmente lindo e se destacava na passarela do samba. Era também o mais animado. Um festa à parte.
AS ROSAS DE OURO
A bateria da Rosas de Ouro tinha muitas mulheres. Talvez por isso tenha vindo tão bonita e afinada.
DE OLHO
Membros do Conselho Tutelar de Vitória estavam atentos na fiscalização. Vários menores foram flagrados desfilando sem a credencial de autorização.
DEPUTADO FOLIÃO
Muito cumprimentado, o deputado Sérgio Majeski (PSDB, por enquanto) estava entusiasmado assistindo ao primeiro dia do desfile. Na madrugada de hoje ele saiu na harmonia da Piedade.
MISERÊ TOTAL
Tinha gente da Liesge se queixando. Lembravam que, em 2107, o governo do Estado alegou crise financeira e deu R$ 500 mil para a folia. Neste ano, com o Palácio Anchieta dizendo que o cofre está esburrando, a verba foi cortada à metade: R$ 250 mil.
O SUJINHO DA SERRA
Leitor da coluna saiu do Sambão num táxi da Serra. Pagou bandeira 2 para andar num veículo velho, malconservado, sujo, fedorento e cheio de areia nas poltronas. Prefeito Audifax, tá tudo bem por aí?
CONSTATAÇÃO
Sérgio Moro e Marcelo Bretas desafinaram na harmonia com o povo.
CONSTATAÇÃO 2
Os modismos não passarão; o bom e velho samba é imortal.
DESFILE EM PAZ
No meio da apresentação da banda da PM apareceram cerca de 20 pessoas vestidas de branco. Eram os jurados do desfile.
ALÔ, LEITOR!
Que nota merece o quesito auxílio-moradia neste carnaval?
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.