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Vitor Vogas

Pazolini: "Bancada da bala na Assembleia é um mito"

Apresentando-se como aliado de Casagrande, delegado chega ao Legislativo para defender bons policiais, mas nega que policiais eleitos atuarão em bloco para pressionar o próximo governo

Publicado em 20 de Dezembro de 2018 às 13:28

Públicado em 

20 dez 2018 às 13:28
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Lorenzo Pazolini, deputado estadual eleito Crédito: Fernando Madeira
Nascido em 1982 e criado em Jardim da Penha, Vitória, o delegado Lorenzo Pazolini (PRP) foi uma das grandes sensações da eleição de outubro no Espírito Santo. Aos 36 anos, o atual chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) concorreu pela primeira vez a um mandato eletivo e foi o segundo candidato a deputado estadual mais votado. A expressiva marca (43.293 votos), como ele mesmo reconhece, foi obtida principalmente em razão do trabalho desenvolvido por ele à frente da DPCA desde janeiro de 2015.
O trabalho lhe conferiu grande visibilidade, graças ao aumento significativo nos resultados obtidos pela delegacia (ele diz que pegou entre os colegas a fama de "delegado dos números").
Trabalhando com fixação de metas numéricas e busca incessante de resultados (práticas que ele carrega de sua experiência anterior, como auditor do Tribunal de Contas do Estado), Pazolini diz ter aumentado a média de inquéritos concluídos de cerca de 20 por mês para mais de 100. Pelas suas contas, mais de 350 aliciadores de menores foram presos desde que ele assumiu a DPCA. "A maioria continua presa."
Formado em Direito pela FDV, Pazolini sempre quis ser delegado. Foi aprovado em concurso da Polícia Civil em 2006 e, antes de chegar à DPCA, chefiou a Delegacia de Aracruz e a Deten (atual Denarc, divisão de combate ao tráfico de entorpecentes), foi delegado-corregedor por dois anos e comandou a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deac).
Agora, o novato na política chega à Assembleia com discurso de combate à impunidade, à corrupção e, acima de tudo, à pedofilia. Diz que sua principal bandeira será a defesa de políticas públicas voltadas à prevenção de crimes contra as crianças e adolescentes e à ampliação da rede de proteção social para as vítimas dessas violências, cuja atenção hoje, segundo ele, é precária. Para isso, também atuará como uma voz na Assembleia "em defesa dos bons policiais".
Nisso ele não estará sozinho. Somando-se à sua voz, estarão a de Danilo Bahiense, também delegado da Polícia Civil, e as de Capitão Assumção e Coronel Quintino, representantes da Polícia Militar. Os três futuros colegas de plenário foram eleitos pelo PSL. Em comum, os quatro têm a mesma origem: atuação ligada às forças policiais do Espírito Santo. Com Euclério Sampaio (DC), policial civil aposentado, chegam a cinco dos 30 deputados.
Esse crescimento dos policiais em plenário tem suscitado comentários de que, na próxima legislatura, haverá na Assembleia uma robusta "bancada da bala" - ou vá lá: "bancada da farda" -, agindo em bloco, de maneira articulada, e pressionando sistematicamente o governo Casagrande por pautas corporativistas, como reajustes para as respectivas categorias.
Pazolini desmente essa tese:
"No meu sentimento, isso é um mito. É claro que vai haver uma coesão para matérias relacionadas à atividade policial, condições de trabalho, fortalecimento das investigações e das polícias. Mas acho que é mais um mito. Sinceramente, não senti essa disposição. A disposição que existe é a de criarmos um ambiente que valorize o policial."
O delegado inclusive se apresenta como um aliado de Casagrande no plenário da próxima Assembleia.
"Eu me coloco, desde o primeiro momento, como um aliado. Eu acho que o governador merece credibilidade. Ele tem uma história de vida limpa aqui no Espírito Santo e um trabalho realizado (...). Então eu me posiciono como alguém que tem uma predisposição de apoiar, de estar junto e ajudar na construção desse mandato."
Confira, abaixo, a entrevista completa de Lorenzo Pazolini.
Sua trajetória até agora foi como auditor de contas e depois como delegado de polícia. Agora começa um novo ciclo, político, estimulado pela votação expressiva que obteve na primeira eleição disputada. O que lhe deu o estalo para entrar na vida política?
O que me motivou principalmente foi ver aquela condição das pessoas, o sofrimento dos pais e dos familiares naquele dia a dia das vítimas de violência sexual, sem dúvida nenhuma. E a ausência de assistência, de atenção, que essas pessoas passavam. E aí eu batia muito em uma tecla. Sou legalista e defensor de todos os direitos e garantias fundamentais. Mas o que me chama a atenção é que o acusado, quando é preso, tem médico, assistente social, enfermeiro e nutricionista. E aquelas vítimas não tinham sequer o dinheiro para voltar para casa. Foram várias as vezes em que eu as ajudei a voltar ou que a viatura da nossa unidade as levou de volta para casa. E aquilo me chamou muito a atenção. Falei: no mínimo, quem sofreu essa dor tem que ter o mesmo tratamento que o sujeito que praticou o crime. Que tenha um tratamento digno. Não defendo masmorra, nada disso. Mas a vítima tem que ser amparada.
Foi a partir daí que surgiu a motivação para se candidatar?
Sim, a partir de alguns questionamentos internos que eu me fazia. O que eu posso fazer para ajudar? O que posso fazer para melhorar? E aí eu fiquei encurralado, porque eu tentava, mas não conseguia. Como delegado, o meu limite era muito próximo. Eu não conseguia passar daquela linha, que é a linha da prisão. Mas não acaba ali. E a vida daquela criança? E eu não conseguia andar, não conseguia evoluir. E foi aí que as pessoas me estimularam: "O senhor deveria se filiar a um partido"...
Quem exatamente? O senhor teve algum grande incentivador?
Foram várias pessoas. Primeiro, pessoas mesmo do povo, que iam à delegacia e comentavam: "Ah, um dia eu quero ter a oportunidade de votar em alguém em quem eu acredite, em alguém que lute…" E isso foi despertando em mim um sentimento natural. Fiquei naquele dilema até a última hora. E me filiei no último dia, no limite legal [6 de abril de 2018], ao PRP. Então esse limite para mim foi fundamental: a ausência de condições de transpor aquela barreira.
O que o senhor poderá fazer, como deputado, que hoje não tem condições de fazer como delegado?
Como deputado estadual hoje você tem condições de propor projetos de lei e de trazer melhorias para a vida das pessoas vitimadas, que sofreram esse tipo de crime, ou seja, dar uma condição de assistência mínima, que hoje não existe. O atendimento à vítima é quase zero. Além disso, trabalhar com prevenção. O que é prevenir? É você educar, orientar e dar oportunidade para aquela criança saber se defender, saber o que pode e o que não pode.
Na escola mesmo? O senhor acha que esse trabalho deve começar lá no ensino infantil?
Com certeza. Hoje infelizmente esse trabalho não é integrado. E a gente quer propor políticas públicas no sentido de integrar o trabalho e de levar essa voz. E, além de tudo, dar condição para aquele que está lá na ponta, aquele policial que hoje quer produzir, mas infelizmente encontra barreiras. Então esta é a nossa proposta: é ser essa voz que busca a integração com o social, obviamente levando políticas públicas e dando condições porque é o melhor caminho. Mas, infelizmente, para aquele que já foi vitimado e já sofreu, é preciso dar um atendimento e uma dignidade mínima. E fortalecer a atividade investigativa. Isso é fundamental.
No caso do policial, o que é preciso propor e fazer para facilitar o trabalho de quem realmente quer investigar e dar resultados?
Meios de trabalho. É você ter uma unidade com mínimas condições de funcionar, um prédio digno, uma viatura que tenha condições de andar… coisas básicas. E que ele tenha colete para trabalhar, armamento decente. É mais ou menos isso.
Isso é função do Executivo. No caso, o senhor vai fazer um trabalho de cobrança?
Isso. Para ser essa voz de cobrança, exatamente isso. Não que eu vá fazer. Mas como deputado, além das indicações, vou cobrar efetivamente, subir à tribuna da Assembleia e tentar sensibilizar o gestor.
Então, embora não seja a sua pauta principal, o senhor também será uma voz em defesa da categoria?
Com certeza. E me refiro à categoria macro. Serei uma voz não só das forças policiais, mas também dos conselheiros tutelares, dos agentes dos CRAS e CREAS [rede pública de assistência social], porque esse trabalho é fundamental. É muito melhor, do ponto de vista econômico e do social, evitar que aquela criança passe por aquilo do que atendê-la depois, já vitimada e já sofrendo as consequências do crime.
Está muito claro para mim que essa vai ser a sua principal bandeira, se não a única bandeira. Será um mandato monotemático?
Não, não. E aí eu também vou trabalhar com uma experiência que trago do passado, lá do Tribunal de Contas, lá da Delegacia de Aracruz, que é o combate à corrupção, para continuar essa luta, tentando reduzir um pouco, mitigar os danos da corrupção e extirpar, se possível, esse câncer da sociedade. Temos que criar caminhos e até leis que desburocratizem a vida do cidadão, porque tudo que burocratiza na verdade é usado contra o cidadão. Você cria uma dificuldade para vender uma facilidade. Então vou trabalhar nesse sentido de desburocratizar e facilitar a vida do cidadão. Esses são os nossos eixos: proteção social, combate à impunidade e combate à corrupção, com o fortalecimento das instituições de controle.
Mas o senhor diria que essa luta contra a pedofilia e pela proteção à vítima de abusos sexuais vai ser a sua principal bandeira na Assembleia?
Sim, sem dúvida alguma será minha principal bandeira, porque foi majoritariamente o que nos levou ao resultado eleitoral.
O senhor já tem em mente ou rascunhado no papel algum projeto de lei específico sobre isso?
Tenho. De repente eu tenho receio de falar e alguém… Mas tenho sim. Já tenho pronto, rascunhado, para apresentar nos primeiros dias de mandato.
Nessa linha de rede de proteção à vítima?
Nessa linha de prevenção, de proteção, de trazer segurança para a mulher, para a criança, para a sociedade.
Agora, muitas coisas que o senhor planeja, para serem efetivadas e para terem realmente resultado prático, vão depender de uma boa parceria com o governo Casagrande. Tem a Secretaria de Trabalho e Assistência e outros órgãos, como a Defensoria Pública…
Sim, sim. A própria Secretaria de Segurança Pública...
Exato. O senhor já está buscando essa integração com a equipe de transição de Casagrande?
Sim. Já está boa a nossa conversa. Temos conversado sobre vários assuntos, com o próprio governador, com o [futuro secretário de Governo] Tyago Hoffmann e com o [futuro chefe da Casa Civil] Davi Diniz. A gente conversa bastante.
E quanto ao senador Magno Malta? Nós percebemos, lá na pré-campanha e também durante a campanha, uma proximidade grande entre vocês dois. O seu ingresso na política passou de algum modo por ele?
O PRP na verdade ficou na coligação do Casagrande, na perna do PCdoB, não na coligação do Magno e do Manato.
Está certo. Mas, lá na pré-campanha, o senhor até participou com Magno de alguns eventos, como a audiência pública da CPI dos Maus-Tratos realizada por ele em maio, no auditório do Ministério Público Estadual. O senhor compôs a mesa, ao lado dele. O Magno chegou a estimulá-lo a ser candidato?
Não. Ele ficou sabendo pelos jornais.
E qual é o seu relacionamento com o senador?
Converso bem com ele, democraticamente. Dentro desse combate, ele foi importante. Objetivamente, todas as leis do Brasil que hoje tratam dessa chaga social, todas as leis partiram dos trabalhos da primeira CPI conduzida por ele sobre o tema, a da Pedofilia, em 2009. A alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente, que permitiu o combate à pedofilia. A Lei Joanna Maranhão. A Lei de Infiltração Virtual, que hoje permite à polícia trabalhar com muita coisa nessa área. A Alemanha tem, a França tem, mas há outros países evoluídos que não têm. E foi ele quem encampou. É fato: o trabalho dele nessa área foi muito importante. Só que isso fica esquecido. E o que aconteceu? Há algum tempo nós começamos a conversar por conta de alguns crimes que talvez tenham chamado a atenção dele. E aí ele me ligou, me procurou. E falou que gostaria de ter um contato. Eu nem pensava em ser candidato. Tanto que não fui para o PR.
Mas ele chegou a convidar o senhor?
Não, não me convidou. E depois ele ainda disse para mim: "Eu nem sabia que você era candidato". Eu respondi: "Nem eu" [risos].
E por que o senhor optou por se filiar ao PRP, um partido muito modesto?
Eu nunca procurei ninguém. E aí outras legendas me procuraram, e o PRP também me procurou. Posso ser ingênuo até, mas senti uma sinceridade no que me foi dito. Muita gente me prometeu muita coisa, que eu sabia que não ia se concretizar. Já no PRP me foi dito o seguinte: "Você quer ser candidato? Então você vai ter a legenda". Ponto. Aquilo me chamou a atenção. Porque os outros dirigentes partidários, via de regra, além de uma condição, tinham uma promessa de muitas coisas: "Você vai ter toda uma estrutura logística…" Já o presidente do PRP, o deputado estadual Dary Pagung, deixou claro desde o início que o PRP é um partido pequeno, mas que eu teria a garantia da legenda.
Então ali o pouco foi muito…
Exatamente.
E quanto à chamada "bancada da bala" ou "bancada da farda" eleita para a Assembleia? Gostaria de ouvir o que o senhor opina sobre isso. De fato pode-se falar em uma bancada policial que vai atuar de forma coesa e integrada, até como bloco em algumas votações em plenário, por conta da afinidade e da origem em comum? Ou isso na verdade é um mito?
Sinceramente, no meu sentimento, isso é um mito. É claro que vai haver uma coesão para matérias relacionadas à atividade policial, condições de trabalho, fortalecimento das investigações e das polícias. Mas acho que é mais um mito. Sinceramente, não senti essa disposição. A disposição que existe é a de criarmos um ambiente que valorize o policial. Até o episódio de fevereiro do ano passado [a paralisação da PMES] mostrou à sociedade a importância das polícias na vida de todos nós. Mas acho que é muito mais um mito.
Mas quando o senhor diz que não há essa disposição é em relação a quê? A fazer uma pressão articulada sobre o governo Casagrande?
Nesse sentido, não há. Acho que sim em defesa, é claro, dos bons policiais. Isso é fundamental, e digo isso porque estive na Corregedoria, então posso dizer que temos que defender os bons policiais. Mas não há uma predisposição de criarmos uma unidade, vou dizer assim, um bloco. Eu pelo menos não sinto.
Muito menos antagônico ao próximo governo?
Não, não. Isso com certeza não.
E vocês quatro já se reuniram?
Não, pelo menos que eu tenha participado. Se houve, eu não fui convidado. Não participei e não fui convidado.
Agora, uma reunião que sim, já houve, aliás mais de uma, visando à formação de um bloco, é aquela dos "novatos", com vistas à eleição da Mesa Diretora. O senhor participou dos dois almoços…
Três.
Três almoços anteriores. Qual é o verdadeiro objetivo ali?
Aquele é um movimento de interação de quem está chegando, no sentido de tentar traduzir em atitudes práticas o recado das urnas e no sentido de nos dar uma unidade. A renovação na Assembleia foi de 50%. É uma renovação alta, considerável. Se você olhar, por exemplo, o Majeski foi reeleito, mas com discurso de renovação. E foi o mais votado. O segundo fomos nós. O terceiro foi o Renzo Vasconcelos. Então o que esse movimento pretendia e pretende dizer? Nós precisamos atender o eleitor e respeitar a vontade das urnas. O que o eleitor pediu? Renovação. E o que nós vamos fazer para agir? Nós temos que nos posicionar, até pela responsabilidade da votação de cada um, para dizer o seguinte: "É renovação? Então a foto de hoje, 2019/2020, não pode ser a mesma de 2015/2016". Então é nesse sentido. Não é um movimento contra ninguém, não é antagônico a ninguém. Ele se posiciona a favor da vontade do eleitor.
O senhor acredita então que essa renovação precisa estar refletida também na formação da próxima Mesa Diretora?
Com certeza absoluta.
Com o presidente?
Não necessariamente com o presidente. E aí temos que ter humildade. Isso eu sempre ressalto lá, quando a gente se senta para conversar. Ninguém ali vai querer se arvorar ao chegar. Mas, como é a Casa do diálogo, tem que pelo menos haver um diálogo. Obviamente que, do mesmo jeito que eu não quero que os 15 novatos se sobreponham aos 15 experientes ou reeleitos, eu não quero que os 15 reeleitos se sobreponham aos novatos. Então o que a gente defende? Igualdade de condições.
E essa igualdade passa também pela presidência de comissões temáticas?
Sim, pela presidência das comissões, com condições de que o novato tenha instrumentos para exercer o seu mandato. Ou seja, aquele deputado que está chegando, não é pelo fato de ele estar chegando que ele vai ter um tratamento um pouco inferior dentro da estrutura da Casa.
E o senhor tem interesse em participar de alguma das comissões com protagonismo? De repente ocupar a presidência de alguma delas…
Eu não sei se a presidência, mas tenho interesse em participar da Comissão de Segurança. Com certeza absoluta. É a que desperta mais interesse.
E o senhor acha que ela pode ser "dominada" por esses deputados oriundos de forças policiais? É uma tendência?
A tendência é que os cinco integrem essa comissão. Acredito que sim. Nós não conversamos. Não participei, não fui convidado, mas acho que a tendência é essa.
Em relação ao governo Casagrande, qual será a sua postura?
Minha postura no início é a seguinte: eu não vou abrir mão do poder de fiscalizar, até pelo fato de ter, humildemente, uma experiência nisso. Nesses dois anos de Corregedoria a gente viu muita coisa e descobriu muita coisa. Às vezes o procedimento aparentemente é todo correto, mas você começa a puxar e descobre algum equívoco ou mazela. Aí tem o equívoco doloso, que é efetivamente a corrupção, e o culposo, que é um ato de desconhecimento, que a gente sabe que acontece, porque ninguém é dono da verdade. Então não vou abrir mão desse exercício, porque é a função de um deputado. Mas por outro lado eu me coloco, desde o primeiro momento, como um aliado. Eu acho que o governador merece credibilidade. Ele tem uma história de vida aqui no Espírito Santo, tem uma história de vida limpa, tem um trabalho realizado: deputado estadual, deputado federal, senador, líder do PSB, governador do Estado. Então eu me posiciono como alguém que tem uma predisposição de apoiar, de estar junto e ajudar na construção desse mandato, até pelo fato de ter sido eleito dentro da mesma coligação.
E para o futuro, quais são as suas pretensões? Pensa em ser candidato a deputado federal? É o próximo passo?
Sinceramente eu não vislumbro. Hoje estou muito focado no exercício desses quatro anos. Mesmo com as limitações constitucionais, tem muita coisa que a gente consegue fazer. Tem algumas saídas legislativas hoje e até entendimentos dos tribunais superiores que abriram caminhos para os deputados estaduais, para eles conseguirem fazer leis que efetivamente impactem positivamente na vida do cidadão. Então eu vou trabalhar nesse caminho, de pesquisa com um grupo técnico para a gente chegar até onde a legislação permite. Nada inconstitucional obviamente. Mas dá para fazer muita coisa.
 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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