A contagem regressiva está correndo. Semana que vem já é Natal, depois réveillon, posse... Seis secretarias de Estado ainda estão em aberto, e o governador eleito, Renato Casagrande (PSB), deverá definir seus ocupantes ainda esta semana. Abaixo, alguns dos nomes mais fortemente cotados para algumas delas:
MEIO AMBIENTE (SEAMA)
Vai ficar com o Partido Verde (PV). A única dúvida que resta é sobre o nome escolhido. Casagrande está entre dois dos nomes que foram apresentados pelo PV ao PSB. O primeiro é o do presidente estadual do PV, Fabrício Machado, ex-vereador de Viana e ex-secretário de Meio Ambiente do mesmo município.
O segundo é o do engenheiro João Ismael Nardotto, ex-coordenador regional da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
ESPORTES (SESPORT)
A pasta pode ficar com o PDT, na pessoa do deputado estadual Marcelo Santos, atual líder do governo Paulo Hartung na Assembleia Legislativa. A eventual escolha de Marcelo depende do entendimento a ser firmado pelos caciques estaduais do PDT, que no momento não chegaram a um consenso.
Além do próprio Marcelo, parte dos dirigentes estaduais quer que o representante do PDT no secretariado de Casagrande seja o deputado (reeleito), até para permitir o retorno à Assembleia do primeiro suplente dele, Luiz Durão (PDT).
Mas outra parte dos dirigentes, incluindo o presidente estadual, Sérgio Vidigal, prefere que o representante pedetista no alto escalão seja o atual subsecretário estadual de Direitos Humanos, Alessandro Comper, muito mais próximo a Vidigal.
Se o grupo pró-Marcelo vencer a disputa interna, ele tende a ser o secretário de Esportes.
Detalhe: a pasta chegou a ser oferecida em primeira mão por Casagrande para o deputado federal Marcus Vicente (PP), não reeleito, que é vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Vicente, no entanto, não mostrou interesse em assumi-la. Acabou acomodado na poderosa Secretaria de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), com orçamento muito maior.
TRABALHO, ASSISTÊNCIA E DESENVOLVIMENTO SOCIAL (SETADES)
Também depende do desfecho do cabo de guerra travado no interior do PDT. Os dirigentes devem chegar hoje a uma solução. Se o nome de Comper vingar, ele será, muito provavelmente, o chefe da Setades.
Segundo informações de bastidores, Casagrande tem preferência por essa solução, já que o perfil de Comper seria mais condizente com o buscado por ele. Comper é um quadro mais técnico, com passagem por cargos públicos relacionados a políticas de promoção do trabalho, no Ministério do Trabalho (nicho dominado pelo PDT, de Carlos Lupi, durante os governos de Lula e de Dilma Rousseff).
Nesse caso, o deputado federal Givaldo Vieira (PCdoB), que não se reelegeu, não voltará para a Setades, já comandada por ele, então no PT, durante parte do segundo governo de Paulo Hartung (2007-2010). Não chega a surpreender, pois Casagrande não está repetindo os mesmos nomes em funções já exercidas anteriormente, exceto por três casos: Flávia Mignoni na Superintendência de Comunicação, Valésia Perozini (PSB) na chefia de gabinete e Fábio Damasceno (PSB) na Secretaria de Transportes e Obras Públicas.
Aliado histórico de Casagrande e seu vice no governo anterior (2011-2014), Givaldo com certeza estará no governo Casagrande, em um cargo que lhe dê visibilidade, mas não necessariamente no primeiro escalão. Ele pode ser escalado, por exemplo, para a chefia de algum órgão ou autarquia (segundo escalão).
Além disso, como publicamos nesta terça-feira (18), o nome mais fortemente cotado para a Secretaria de Saúde é o do ex-secretário de Saúde de Palmas (TO) Nésio Fernandes.
Ele também é filiado ao PCdoB. A julgar pelo tamanho do partido, soa improvável que Casagrande escale dois filiados à sigla para o secretariado. Givaldo, assim, perde força.
Além das secretarias já mencionadas, ainda falta preencher a de Turismo e a de Desenvolvimento.