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Paulo Bonates

Orgulho de contribuir para a saúde dos capixabas

Não estou pedindo emprego, até porque não tenho tempo para dedicar-me às paixões de qualquer ordem

Publicado em 28 de Dezembro de 2018 às 18:22

Públicado em 

28 dez 2018 às 18:22
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

Saúde da Família Crédito: Divulgação
Concordo plenamente com a definição de notícia que o Claudio Bueno Rocha passou para todos nós: é algo que alguém, por algum motivo, quer esconder. O resto é propaganda. Ao mesmo tempo que sei que a pata, quando põe ovo, ao contrário da galinha, fica calada e ninguém fica sabendo. E o que é pior: tem sempre um psicopata afanando a notícia e usando do jeito que queira.
O trabalho de desospitalização do hospital psiquiátrico Adauto Botelho, dirigido pelo locutor que vos fala, com apoio da boa velha guarda, já recebeu tanta autoria que só colocando esse pessoal lá de novo.
Junto com Paulo Marangoni coordenei um trabalho experimental em Saúde da Família no interior do Estado. Pena que não deu para continuar por problemas técnicos e também porque a via hospitalar em psiquiatria ou outra qualquer pode ser muito cheia de armadilhas. Apenas um exemplo teórico.
Pois bem, íamos a uma cidade do interior, Iúna, por exemplo, e “dávamos aula” de primeiros cuidados para a população, que reproduzia, com total apoio da igreja. Como é o nome dele Talita Vilela? Um dos principais índices para avaliação do resultado de cada programa é o que mede a mortalidade infantil. Nas poucas cidades que pudemos ir, tal índice foi ultrasatisfatório. Mas acabou.
Havia trabalhado em Brasília representando a Secretaria de Saúde e a Ufes, onde coordenava um curso de extensão para professores primários. Lá, elaboramos o primeiro documento oficial do Programa de Saúde da Família junto com os demais Estados brasileiros. Fui relator e elaborador. Está no documento meu santo nome, evitando, assim, as sempre presentes línguas de trapo. Recebi de presente um livro editado pelo Ministério da Saúde, chamado a Cor-Agem do PSF. Agradecido, Marcelo Dalla pelo presente.
Hoje, agorinha mesmo, leio que Nésio Fernandes, que assumiu a Secretaria da Saúde, vai fazer andar o programa paralisado por absoluta falta de inteligência política ou outras razões que meu insensato coração não suporta. Pelo que li, é nos moldes do PSF original, “revertendo a tendência hospitalocêntrica”. Não estou pedindo emprego, até porque não tenho mais tempo para dedicar-me às paixões de qualquer ordem. Agora uma amiga de sempre arranjou-me uma colocação em frente à pitangueira da Praia do Canto, de onde aplaudo e avalio a rapaziada a remar.
Caro Nésio, esse negócio dá trabalho e não dá resultado imediato. Mas o resultado é a glória de ver a saúde de nossos pequenos capixabas iniciando a vida melhor.
Você vai ser uma pessoa mais amada do que, penso eu, é.

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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