Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Editorial

O valor do jornalismo

Ao longo dos últimos duzentos anos, a imprensa profissional se consolidou como pedra fundamental da democracia, em defesa da liberdade. Mas o modelo de negócios que sustenta a indústria jornalística mudou

Publicado em 06 de Janeiro de 2018 às 13:33

Públicado em 

06 jan 2018 às 13:33

Colunista

Caro leitor, a revolução digital alterou profundamente o modelo de negócios de diversas atividades econômicas, do turismo ao comércio varejista. A indústria jornalística também sofreu grande impacto.

Até 20 anos atrás, a receita dos jornais era baseada em assinaturas, vendas em banca e anúncios publicitários. A diversidade de clientes anunciantes garantia a saúde financeira e a devida independência editorial dos veículos. A solidez financeira, é bom frisar, é essencial para assegurar a independência editorial. E foi esse modelo que possibilitou o desenvolvimento da imprensa profissional livre ao longo de duzentos anos.

Nesse período, a imprensa se consolidou como pedra fundamental da democracia ocidental, exercendo o papel clássico de cão de guarda da sociedade, em defesa da liberdade de expressão, dos direitos individuais, da cidadania, contra a opressão, o autoritarismo e o abuso do poder público e econômico.

Esse modelo, baseado em anúncios e venda de exemplares, contudo, passou por grandes transformações e já não é mais suficiente para garantir a independência editorial.

Com a expansão da internet, no Brasil e no mundo, nos últimos vinte anos, os jornais passaram a atuar também na web, com sites de notícia funcionando como uma espécie de extensão dos veículos impressos.

Num primeiro momento, seguindo talvez uma visão equivocada que parecia ser a "cultura" do meio digital, a vasta maioria dos sites jornalísticos era acessada gratuitamente, na expectativa de que a audiência traria publicidade suficiente para sustentar os custos operacionais. Ocorre que produzir informação de qualidade exige altos investimentos.

O jornalismo profissional hoje é produzido em redações com repórteres especializados, editores, analistas, fotógrafos, infografistas, designers e demais profissionais, que dependem ainda de ampla infraestrutura administrativa e tecnológica para produzir e difundir a informação. E os jornais então passaram a cobrar pelo acesso aos seus sites, como meio de sustentar essa estrutura profissional e manter a qualidade e a independência editorial.

O primeiro grande veículo a servir de referência mundial para o chamado paywall, ou muro de cobrança, foi o The New York Times, que anunciou a medida em 2011. No Brasil, a tendência foi seguida pelos principais jornais, como Folha de S. Paulo, O Globo e Estadão, além de veículos regionais como Zero Hora e Gazeta do Povo.

Seguindo essa tendência, lançamos hoje no Gazeta Online um novo sistema de cobrança por conteúdo. Depois de um determinado número de reportagens, para continuar a leitura, o internauta será convidado a fazer uma assinatura digital. O diferencial para esse assinante será o acesso a um espaço de conteúdo exclusivo no site. Lá, só este assinante verá reportagens especiais, matérias exclusivas, análises, opinião de colunistas e articulistas. Vale lembrar que para quem já é assinante diário de A GAZETA ou possui uma assinatura digital o acesso continua liberado normalmente.

Acreditamos que o leitor compreenderá o valor da informação. A GAZETA tem se notabilizado por reportagens exclusivas e pela defesa editorial de questões relevantes para o Espírito Santo. Temos sincero compromisso com o desenvolvimento social, econômico e cultural de nosso Estado.

Temos cobrado das autoridades públicas, por exemplo, o enfrentamento da violência, a redução da carga tributária, a boa aplicação dos recursos públicos, o investimento em infraestrutura e as reformas constitucionais que possibilitem o crescimento da economia, com geração de emprego e renda e redução da desigualdade social.

Denunciamos sempre casos de corrupção, no Espírito Santo e no Brasil. De forma mais específica, denunciamos recentemente as falhas na concessão da BR 101 e o atraso nas obras do aeroporto. Denunciamos o racismo, a violência contra a mulher, a poluição do pó preto, as falhas na educação, o analfabetismo.

Acreditamos que uma imprensa profissional sólida e independente é fundamental para o amadurecimento da democracia e para o desenvolvimento da comunidade. A sociedade precisa estar bem informada para conhecer plenamente os seus direitos, para exercer a cidadania e cobrar providências das autoridades públicas.

Com o seu apoio e a sua confiança, caro leitor, seguiremos firmes neste trabalho jornalístico, em defesa dos interesses do Espírito Santo.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ação contra furto de energia
De barbearia a propriedade rural: operação flagra furtos de energia no Sul do ES
Imagem de destaque
Nunes Marques manda Meta entregar relatório sobre 'Exército do Lula' em até 24h
Idoso de 80 anos com alzheimer desaparece em Barra de São Francisco
Idoso de 80 anos com Alzheimer desaparece em Barra de São Francisco

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.