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José Carlos Corrêa

O legado Hartung

Hartung assumiu quando se aprofundou a maior crise econômica brasileira. A primeira providência foi propor uma revisão orçamentária para as contas capixabas

Publicado em 20 de Julho de 2018 às 19:20

Públicado em 

20 jul 2018 às 19:20
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Paulo Hartung em coletiva de imprensa Crédito: Leonardo Duarte/Secom
Mais do que as razões que levaram o governador Paulo Hartung a não disputar a reeleição, vale buscar o legado que ele deixa para a história desta sua terceira passagem pelo Palácio Anchieta. E, é preciso reconhecer, o saldo é positivo considerando, principalmente, a conjuntura madrasta enfrentada pelo país e, particularmente, pelo Espírito Santo.
Hartung assumiu o poder em 1º de janeiro de 2015, ano em que se aprofundou a maior crise econômica brasileira das últimas oito décadas, resultante do desequilíbrio das contas públicas do governo Dilma. Já em 2014, o PIB brasileiro havia despencado para 0,5% e, em 2015, para -3,5%. A primeira providência de Hartung foi propor uma revisão orçamentária para as contas capixabas, já que as previsões feitas pelo governo anterior certamente não se realizariam. E, a partir daí, Hartung passou a monitorar as contas públicas com mão de ferro, contando com a competente ajuda de Ana Paula Vescovi à frente da Secretaria da Fazenda.
Entre os investimentos mais expressivos do seu governo, estão os destinados à construção de 60 barragens para reservar água a ser utilizada pela agricultura e população nos períodos de estiagem
Mas a conjuntura se agravaria ainda mais com a recessão de 2016 (-3,5% no PIB) e a interrupção das atividades da Samarco em novembro de 2015. Não foi por outra razão que o PIB capixaba despencou ainda mais que o brasileiro: -2,1%, em 2015, e -9,3%, em 2016, um total de 11,6% negativos. As receitas do governo minguaram mas, ao contrário do que ocorreu em outros Estados brasileiros – como nos vizinhos Rio de Janeiro e Minas Gerais –, o Espírito Santo manteve as suas contas equilibradas sem atrasar um único dia os pagamentos. Para alcançar esse equilíbrio, Hartung teve que sacrificar investimentos, mas manteve o Estado solvente, tornando sua administração uma referência exemplar.
E, ainda assim, mesmo com escassos recursos, o legado de Hartung registra conquistas importantes na área social, como a Escola Viva, modelo bem-sucedido de ensino em tempo integral, brilhantemente conduzido por Haroldo Rocha, hoje presente em 32 unidades de 23 municípios e beneficiando 20 mil alunos. E também na segurança pública, com redução na quantidade de homicídios, que alcançou o menor índice desde o início da série histórica, em 2001. Entre os investimentos mais expressivos do seu governo, estão os destinados à construção de 60 barragens para reservar água a ser utilizada pela agricultura e população nos períodos de estiagem.
Voar em céu de brigadeiro é fácil. Difícil é remar contra a maré, domar o mar revolto e chegar ao final do trajeto em segurança, mesmo sendo criticado pelo discurso fácil do populismo e do descompromisso com os recursos públicos. Discurso em que, lamentavelmente, muita gente boa ainda acredita.
*O autor é jornalista
 

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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