Sem dúvida nenhuma o crescimento decepcionou. No final de 2018 foram formadas expectativas bastante positivas, o que eu chamo de efeito “Ufa!”, após [superar] grande incerteza eleitoral, quando o risco de governos, do ponto de visto do mercado, poderia representar maior preocupação, como uma eventual vitória do governos do PT e do Ciro Gomes, o que não aconteceu. Então, isso gerou uma expectativa positiva.
O governo atual quando começou, e particularmente o presidente Bolsonaro, brigou demais com o Congresso, e particularmente com o presidente da Câmara, o deputado Rodrigo Maia, e, por consequência disso, começou a haver uma preocupação crescente de que a agenda econômica - bastante ambiciosa que o governo tinha e tem, e necessária para colocar a economia em ordem - não seria aprovada. E, por consequência disso, várias decisões de investimentos foram para a gaveta. As pessoas acharam preferível esperar e ver o que efetivamente aconteceria na economia.
Resultado foi que no primeiro trimestre deste ano, depois de oito trimestres consecutivos de crescimento, o PIB brasileiro parou de crescer. Só que já no 2º trimestre, quando a expectativa da reforma da Previdência já tinha começado a se formar e já havia sido aprovada a MP da Liberdade Econômica, o crescimento voltou.
Ainda não temos os dados finais do 3º trimestre, mas deve ter acontecido mais um pequeno crescimento. A expectativa para o final do ano é, uma vez aprovada a reforma da Previdência e com a expectativa de aprovação das reformas tributária e administrativa para 2020, que a economia já começasse a acelerar no 4º trimestre e início do ano que vem. Agora, depois dessa decisão do Supremo de acabar com prisão após condenação em 2ª instância, a libertação de Lula e de outros políticos, é provável que o meio político fique mais conturbado e isso pode ser que atrapalhe também nos próximos meses. Em outras palavras, o cenário político foi o que limitou o crescimento econômico do Brasil durante este ano e a gente torce para que isso não aconteça de novo em 2020.