
Osvaldo Maturano*
Com 483 anos de idade e quase meio milhão de habitantes, Vila Velha é a soma de muitos rostos diferentes. Tanto dos nascidos aqui, quanto dos que escolheram a cidade para viver. Portanto, não é possível falar apenas de uma, mas sim de muitas Vilas Velhas. Em cada uma de suas cinco microrregiões vive uma população diversa em etnia, perfil cultural e socioeconômico. São diferentes formas de viver e sobreviver. Tornar a cidade igualmente boa para todos é o que move mulheres e homens que ocupam cargos públicos, funcionários, empresários, trabalhadores e estudantes.
Um dos grandes desafios – talvez aquele que garantirá à cidade atingir seu real potencial de crescimento e distribuição de benfeitorias e riquezas – é a oferta de empregos e postos de trabalho. Poucas coisas levam um cidadão ao patamar de dignidade e de paz interior quanto ter segurança no acesso aos meios para ganhar seu sustento e prosperar.
Precisamos desburocratizar processos de abertura de novas empresas, definir o zoneamento da cidade com a criação de áreas para instalação de parques industriais e atrair empreendedores
E esta é uma moeda com duas faces. Por um lado, o estabelecimento do cenário descrito melhora a vida do cidadão. Por outro, eleva a arrecadação municipal, dando aos gestores públicos mais e melhores condições de oferecer saúde, educação, saneamento, lazer, cultura e tantas outras atividades essenciais ao ser humano.
Para tal, precisamos desburocratizar processos de abertura de novas empresas, definir o zoneamento da cidade com a criação de áreas para instalação de parques industriais – como fez o município de Serra há algumas décadas, e que hoje colhe resultados – e atrair empreendedores das mais diversas áreas, garantindo-lhes segurança nas condições fiscais, legais e logísticas para o pleno funcionamento dos seus projetos.
Caso siga este exemplo, em menos de uma década Vila Velha poderá mudar sua história com o registro de fortíssimos índices de crescimento. A cidade precisa ocupar seu lugar de direito na história do Estado e do Brasil. Nada promove isso de forma tão determinante quanto o trabalho e o empreendedorismo, fomentados pela gestão e liderança do poder público local e regional.
*O autor é bacharel em Direito, especialista em Gestão de Trânsito e vereador de Vila Velha