O nome da nova empresa pública de gás que será composta pelo governo do Estado e pela BR Distribuidora já foi escolhido. Ela será batizada como ES Gás - Companhia de Distribuição de Gás do Espírito Santo.
A expectativa é que dentro de dois meses a empresa comece a operar, segundo informações do governador Paulo Hartung, em entrevista à coluna do último domingo (26). Inicialmente, a expectativa era de que o projeto de lei com as diretrizes para a criação da companhia seria enviado nesta terça-feira (28) à Assembleia Legislativa. Mas o governador informou que o prazo foi revisto para sexta-feira (30), à pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE), que está alinhando algumas questões jurídicas finais.
Para Hartung, o texto não deve encontrar resistência entre os parlamentares. “Essa é uma vitória muito grande dos capixabas. Estamos ganhando muito com essa medida. Por isso, acho que a Assembleia vai receber bem o projeto de lei."
O nome da companhia, escolhido na manhã desta terça pelo próprio governador, já irá constar no projeto de lei. Hartung disse que existiam algumas opções de nome trabalhadas em conjunto com a Petrobras, mas fez questão de escolher um que tivesse Espírito Santo.
Com participação majoritária do governo do Espírito Santo, a ES Gás nasce com um valor de mercado da ordem de R$ 1 bilhão e, conforme o novo contrato com a subsidiária da Petrobras, a concessão terá vigência de 25 anos. A previsão é que os investimentos na malha de gasodutos seja ampliado, assim como aumente o alcance da distribuição de gás entre os municípios capixabas. Atualmente, só 13 das 78 cidades do Estado recebem gás natural canalizado, atendendo 51,7 mil consumidores entre industriais, comerciais e residenciais.
À disposição
Após o governador Paulo Hartung convidar o atual secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, para assumir a presidência da nova empresa pública de gás, Félix afirmou à coluna que estará sempre à disposição dos capixabas e ponderou que precisa conversar ainda sobre alguns detalhes. Caso Márcio Félix, que é funcionário de carreira da Petrobras e já foi secretário de Desenvolvimento no Estado, aceite o convite (tudo indica que aceitará), é possível que ele deixe a pasta no governo federal antes mesmo do fim do mandato do presidente Michel Temer.