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Política

No Brasil, tudo funciona na contramão

Temos que tomar uma posição política nacional para que tipos como Lula e Dilma, despreparados para a governança, não sejam eleitos nem possam concorrer

Publicado em 27 de Agosto de 2018 às 20:55

Públicado em 

27 ago 2018 às 20:55

Colunista

Brasil fora dos trilhos

Gutman Uchôa de Mendonça*

Ou surge alguém com a necessária capacidade para colocar o Brasil nos trilhos novamente, mudando inteiramente a legislação econômica e social, notadamente no que concerne à educação, como princípios morais e cívicos, ou iremos conhecer um período ainda mais nebuloso de nossa história, assim como nossos vizinhos Venezuela, Guatemala e até mesmo Cuba.

Temos que tomar uma posição política nacional para que tipos como Lula e Dilma, pessoas desse quilate, despreparados para a governança, não sejam eleitos ou nem ao menos possam concorrer. Aliás, no Brasil tudo funciona na contramão. Ninguém está sabendo certo para onde vai.

Sou de um tempo meio antigo, quando Jânio Quadros foi eleito com a mais retumbante votação de toda a história nacional.

Votei no Jânio contrariando meu pai, que nutria pelo professor Jânio da Silva Quadros uma profunda antipatia pelo seu provinciano populismo. Quebrou a cara. Ao deixar o governo, pensou que o povo iria atrás dele. O deputado federal capixaba Dirceu Cardoso, de uma sagacidade impressionante, ao ver todo mundo titubeando em ler a carta de renúncia, correu à tribuna para ler a boa nova.

De lá para cá, com João Goulart no meio do caminho, nada deu certo até a presente data. Tivemos que enfrentar Sarney, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e, por fim, essa maravilha chamada de Temer. O melhor foi Itamar. O Brasil, nesse aspecto, é um país infeliz. É como tivéssemos a obrigação de viver no país com a classe política mais degradante do mundo.

Quando um povo se rebela para não tomar vacina, mesmo diante de um quadro de doenças endêmicas e viróticas sem precedentes que ameaçam o país novamente, isso dá o que pensar: ”Que país é este?”

*O autor é jornalista

 

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