A família da mulher que morreu atropelada por um carro autônomo da Uber no estado americano do Arizona, há duas semanas, fechou acordo com a empresa para evitar eventual batalha judicial em torno do primeiro acidente fatal provocado por veículos que andam sem motoristas.
Cristina Perez Hesano, advogada do escritório Bellah Perez em Glendale, Arizona, informou que “o assunto foi resolvido” entre a Uber e a filha e o marido de Elaine Herzberg, que morreu após ser atropelada por um veículo autônomo testado pela Uber quando atravessava uma rua com sua bicicleta.
Os termos do acordo não foram divulgados. O escritório de advocacia que representa a filha e o marido de Herzberg, cujos nomes não foram divulgados, disse que não tinha nada a acrescentar e que considerava o assunto encerrado.
Um porta-voz da Uber se recusou a comentar.
O acidente pode levar a estagnação do desenvolvimento e teste de veículos autônomos, que têm entre seus objetivos principais justamente reduzir drasticamente o número de mortes no trânsito. O argumento dos defensores dos carros sem motorista é que, diferentemente dos seres humanos, eles não se distraem, estão atentos a várias situais simultaneamente e reagem em milésimos de segundo.
O Uber suspendeu seus testes após o acidente. A Toyota e a fabricante de chips Nvidia, utilizados em carros autônomos, também suspenderam seus testes em vias públicas. Essas e outras empresas aguardam os resultados de uma investigação sobre o acidente em Tempe.
O Uber não usa plataforma de direção autônoma da Nvidia, disse o diretor-executivo da fabricante de chip, Jensen Huang, na quarta-feira.
A fatalidade de 18 de março, perto do centro de Tempe, também representa um desafio de responsabilidade sem precedentes porque veículos autônomos ainda estão em estágio inicial, envolvem um sistema complexo de hardware e software frequentemente feitos por fornecedores terceiros.