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Programa nuclear

Trump diz que manterá pressão máxima sobre Pyongyang

Presidente afirma que não repetirá erros em relação à Coreia do Norte

Publicado em 28 de Abril de 2018 às 01:36

Publicado em 

28 abr 2018 às 01:36
Crédito: Reprodução
Apesar do clima positivo que marcou o encontro entre os líderes das duas Coreias, Moon Jae-in e Kim Jong-un, na manhã de sexta-feira (27) (noite de quinta-feira no Brasil), o presidente Donald Trump dosou seu otimismo e garantiu que os Estados Unidos não suavizarão a pressão para que o regime norte-coreano abra mão de seu programa nuclear.
“Após um ano furioso de lançamentos de mísseis e testes nucleares, um encontro histórico entre as Coreias do Sul e do Norte está em andamento”, tuitou o presidente americano. “Coisas boas estão acontecendo, mas apenas o tempo dirá.”
O diário “USA Today” compilou reações à cúpula e ao papel americano na histórica reunião. Enquanto eleitores mais progressistas afirmaram que Trump “não teve nada a ver com o encontro” e “está cantando vitória antes do tempo”, conservadores afirmaram que o presidente “provou ser o homem certo para situações de alta tensão”, e chegaram a levantar a ideia de que ele merece receber o Prêmio Nobel da Paz.
Trump se encontrará pela primeira vez com Kim em maio ou junho. Apesar da onda de otimismo, o presidente garantiu que Washington manterá a pressão sobre Pyongyang para evitar ser “tapeado” pelo regime norte-coreano como ocorreu, segundo ele, com seus antecessores.
"Não repetiremos os erros dos governos passados", afirmou. "A pressão máxima continuará até que a desnuclearização aconteça. Eles não terão armas nucleares. Podem apostar nisso".
A chanceler federal alemã, Angela Merkel, que foi a Washington numa tentativa de convencer Trump a não abandonar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, destacou o trabalho do presidente americano na questão do programa norte-coreano.
"Nos encontramos num momento em que a força do presidente americano se tornou muito clara", afirmou a chanceler alemã. "Um momento no qual ele pôde comprovar que as sanções contra a Coreia do Norte são respeitadas, abrindo novas possibilidades e caminhos".
Trump também destacou o trabalho do presidente chinês, Xi Jinping, a quem classificou como seu “bom amigo” nas negociações, afirmando que, “sem ele, o processo teria demorado muito mais”.
Aliados históricos de Pyongyang, China e Rússia também reagiram positivamente ao encontro. O Ministério das Relações Exteriores da China divulgou uma nota na qual afirma que o compromisso dos dois países “declara um fim oficial para a Guerra da Coreia de 1950-1953”, e que espera a manutenção da disposição por diálogo em nome de uma resolução para o conflito na península. O órgão ressaltou que a China quer cumprir um papel proativo no processo.
Já o Kremlin saudou o que chamou de “notícias muito positivas”.
"O presidente Vladimir Putin ressaltou várias vezes que uma solução viável e estável na Península Coreana só poderia se basear no diálogo direto. Hoje vemos que houve diálogo direto", frisou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
O presidente da Comissão Europeia, Donald Tusk, por sua vez, destacou que o acordo das Coreias mostra como “o impossível pode ser tornar possível”.
"O que ouvi hoje da Coreia e o que eu experimentei aqui nos Bálcãs nos últimos dias devem ser uma virada positiva para todos: que o impossível pode se tornar possível, e que isso depende da boa vontade e da coragem dos indivíduos", frisou Tusk.
Em Brasília, durante uma cerimônia com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, o presidente Michel Temer elogiou a reunião coreana, e disse esperar que o encontro marque o início de uma etapa de paz na região.
"Esperamos estar assistindo ao início de uma etapa que levará ao estabelecimento definitivo da paz na Península Coreana", afirmou o presidente Temer. "Nós queremos ver aqueles povos unidos, e não separados. Aliás, se derem esse exemplo ao mundo, certa e seguramente isso terá repercussões em outros conflitos regionais que poderão, quem sabe, ser conduzidos também à paz nestas localidades".
JAPÃO QUER ‘AÇÕES CONCRETAS’
No Japão — que teme ser alvo dos norte-coreanos e, ao mesmo tempo, que a paz na península diminua o envolvimento americano na região — o premier Shinzo Abe ressaltou que Pyongyang precisa ir além das palavras:
"Queria saudar este passo positivo rumo a uma resolução sobre várias questões relativas à Coreia do Norte. Esperamos que o país inicie ações concretas com este encontro e por meio de uma cúpula com os Estados Unidos".
 

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