Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia
Mundo

Tarifas de Trump não vão funcionar e fortalecerão Lula, diz Nobel de Economia

Professor americano Paul Krugman disse que sistema de pagamentos brasileiros pode abrir caminho para criação de uma moeda digital do Banco Central.

Publicado em 20 de Julho de 2026 às 09:35

BBC News Brasil

Publicado em 

20 jul 2026 às 09:35
Imagem BBC Brasil
Vencedor do prêmio Nobel de economia elogiou o Pix Crédito: Getty Images
O economista americano Paul Krugman publicou um artigo nesta segunda-feira (20/7) no qual afirma que as tarifas impostas pelo governo Donald Trump ao Brasil não vão funcionar - e vão fortalecer o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Usar as tarifas para punir o Brasil por suas conquistas monetárias não terá sucesso", afirma o economista, em artigo publicado no site Substack. Confirmadas na semana passada, as tarifas entram em vigor na próxima quarta-feira (22/07).
Krugman, que há exatamente um ano publicou um texto no qual classificou o PIX como "dinheiro do futuro, pontua que as tarifas vão fortalecer politicamente o presidente Lula.
"Economicamente, o alcance das tarifas será limitado", afirma, ao citar os temores do governo Trump em relação aos preços do café, suco de laranja, carne bovina, entre os produtos - alguns dos principais itens exportados pelo Brasil aos EUA.
Imagem BBC Brasil
Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital Crédito: Getty Images
Krugman, que ganhou o Nobel de Economia em 2008 e é professor da Universidade da Cidade de Nova York, afirma que o governo Trump tenta punir o Brasil pelo sucesso do PIX. "Por que é injusto um país oferecer a seus cidadãos uma maneira melhor de fazer compras e pagar contas?", questiona o economista em seu artigo.
"De certa forma, a administração Trump ainda tenta punir o Brasil por ser uma verdadeira democracia", diz Krugmann em seu texto. "Ao contrário dos EUA, o Brasil processou seu ex-presidente, Jair Bolsonaro, por tentar fomentar uma revolta após perder a última eleição", continua o economista.
Imagem BBC Brasil
Krugman já havia publicado um artigo no qual afirmou que o Brasil pode ter inventado o dinheiro do futuro Crédito: Getty Images
Em seu artigo, o economista afirma também que a hostilidade de Trump em relação ao PIX ilustra a mesma posição do presidente dos EUA em relação à política energética. "Este governo se opõe ao progresso, sempre que o progresso contraria os interesses e a ideologia dos oligarcas que investiram dinheiro na campanha de Trump e no seu bolso", diz.
Krugman cita ainda um relatório do Fed (o Banco Central dos EUA) de 2022, que afirma que o PIX é uma moeda digital do Banco Central do Brasil, "análoga ao dinheiro de papel".
O economista questiona também: "Mas desde quando é uma prática comercial desleal uma empresa perder clientes para um concorrente que oferece um produto melhor e mais barato?". E continua, com a pergunta: "Deveríamos fechar o serviço postal dos EUA porque ele oferece um serviço de entregas melhor e mais barato do que a UPS e a FedEx?"
No artigo, Krugman cita que o governo Trump estaria preocupado com o fato de o PIX e outros sistemas de pagamentos similares desafiarem a hegemonia internacional do dólar.
Mas, para o economista, o Brasil é um ator "pequeno demais para provocar impacto no sistema global de pagamentos". No entanto, argumenta Krugman, o dólar pode enfrentar um desafio real caso o Banco Central Europeu conseguir adotar um euro digital em 2029, como planejado. "Se isso acontecer, não é difícil imaginar que um número significativo de transações antes feitas em dólar passarão a ser feitas em euros digitais", escreve Krugman.
O Nobel de Economia continua: "o motivo pelo qual as pessoas podem optar pelo euro digital é porque os EUA não vão oferecer um meio de pagamento igualmente bom. Por que não vai ter um dólar digital?", questiona. E ele mesmo responde. "Não porque seja uma má ideia - como o Brasil demonstrou, seria uma ótima ideia. Mas existem poderosos grupos de interesse que se opõem a qualquer iniciativa desse tipo.
Na conclusão de seu artigo, Krugman cita o argumento da economista brasileira Monica de Bolle, para quem as tarifas fortalecem a posição do governo brasilero. Em entrevista à BBC News Brasil na semana passada, De Bolle avaliou que o impacto das tarifas de Trump deve ser restrito.
"Mas a evidente insensatez dessas novas tarifas não impedirá que elas aconteçam. O governo Trump declarou guerra ao futuro", conclui Krugman, ao afirmar que o presidente dos EUA nunca admite quando suas guerras fracassam.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Magno Malta, Flávio Bolsonaro e Maguinha Malta
Maguinha e Magno: culto eleitoral, Deus a cada 25 segundos e “pitbulls sem vacina”
Segurança
Nem Flávio Bolsonaro, nem Lula: a estratégia de Ricardo Ferraço para 2026
Imagem BBC Brasil
Nico Williams: a trajetória do campeão mundial cujos pais cruzaram o Saara a pé atrás de um futuro melhor

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados