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Quais setores da economia dos EUA serão afetados por retaliação da China à tarifas de Trump

A China anunciou uma série de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos em retaliação às tarifas sobre produtos chineses impostas pelo presidente americano.

Publicado em 04 de Fevereiro de 2025 às 10:43

BBC News Brasil

Publicado em 

04 fev 2025 às 10:43
Imagem BBC Brasil
Crédito: Reuters
A China anunciou nesta terça-feira (4/2) uma série de tarifas sobre produtos dos Estados Unidos em retaliação às tarifas sobre produtos chineses impostas pelo presidente americano, Donald Trump.
As tarifas chinesas, que entram em vigor na próxima segunda-feira, incluem um imposto de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito, bem como uma taxa de 10% sobre petróleo, máquinas agrícolas, caminhonetes e alguns carros de luxo.
Tarifas de 10% sobre todas as importações da China para os EUA começaram a ser aplicadas na manhã desta terça-feira (4/2).
Trump alega que as tarifas em cima de produtos chineses é uma resposta ao déficit comercial com o país asiático e uma forma de forçar a China a interromper o fluxo da droga fentanil para os EUA.
Por sua vez, o governo de Pequim acusou Washington de violar as regras do comércio internacional.
"A imposição unilateral de tarifas pelos EUA é uma violação grave das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Não só não ajuda a resolver seus próprios problemas, como também prejudica a cooperação e o comércio normais entre a China e os EUA", diz o comunicado chinês.
A nota também descreve a ação como "um exemplo típico de unilateralismo e protecionismo comercial".
O ministério do Comércio da China anunciou que apresentará uma queixa à OMC para intervir a fim de "salvaguardar seus direitos e interesses legítimos".
Em outra medida, o órgão regulador da concorrência da China disse que iniciou uma investigação sobre o Google, por suspeita de violação de leis antitruste.

Energia, petróleo, máquinas e carros

As retaliações da China são limitadas em escopo em comparação com os impostos de Donald Trump sobre todos os produtos chineses que vão para os EUA.
Pequim direcionou seus esforços contra diferentes partes da economia americana, de energia a empresas individuais.
Poucos minutos após as medidas comerciais de Trump entrarem em vigor, a China disse que implementaria uma tarifa de 15% sobre produtos de carvão e gás natural liquefeito, bem como uma tarifa de 10% sobre petróleo bruto, máquinas agrícolas e carros de motor grande importados dos EUA.
As tarifas devem entrar em vigor na próxima segunda-feira (10/2).
No entanto, o impacto nos EUA pode ser limitado. O país é o maior exportador de gás natural liquefeito globalmente, mas a China responde por apenas cerca de 2,3% dessas exportações.
E as maiores importações de carros da China são da Europa e do Japão.
Para a correspondente da BBC na China, Laura Bicker, essas medidas podem ser apenas o começo da estratégia de Pequim — uma maneira de ganhar algum poder de barganha antes de quaisquer negociações. Mas corre-se o risco de elas desencadearem uma guerra comercial ainda maior.
Imagem BBC Brasil
Trump desencadeou disputas tarifárias com a China ao anunciar aumento de tarifas Crédito: Reuters
Com os anúncios, Pequim deixou claro que não se intimidará com um confronto comercial com Washington.
Não é a primeira vez que isso acontece entre as duas principais potências econômicas do mundo, que já estiveram envolvidas em uma guerra tarifária durante o primeiro mandato de Trump, em 2018.
Na época, Trump estava implementando sua chamada agenda "América em Primeiro Lugar", impondo tarifas sobre produtos estrangeiros. Centenas de bilhões de dólares em produtos chineses enfrentaram novos impostos ou tarifas mais altas, provocando retaliações de Pequim.
Durante o governo de Joe Biden, Washington manteve as tarifas e até aumentou algumas delas. Biden adotou uma estratégia mais focada em alta tecnologia, com mais tarifas e restrições a produtos como semicondutores e veículos elétricos.
Apesar das tensões, as duas grandes economias estão profundamente interligadas.
Ambos os países são parceiros comerciais importantes. As importações da China para os EUA atingiram US$ 401 bilhões nos primeiros 11 meses do ano passado, enquanto a China importou o equivalente a US$ 131 bilhões dos EUA.
Donald Trump está lidando com uma China muito diferente desta vez.
Maior potência de manufaturados do mundo, a China é o principal parceiro comercial de mais de 120 países — os EUA são apenas um deles.
Nas últimas duas décadas, a China também reduziu constantemente a importância do comércio para sua economia e aumentou a produção doméstica. Hoje, as importações e exportações representam apenas cerca de 37% do PIB da China, em comparação com mais de 60% no início dos anos 2000, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores.
A tarifa de 10% de Trump vai afetar a economia chinesa, mas Pequim tem capacidade para absorver o impacto por um tempo.
Segundo Laura Bicker, o temor da China é que Trump esteja falando sério sobre aumentar essa porcentagem para os 60% que prometeu durante sua campanha.

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