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Coronavírus

Premiê do Paquistão cita Bolsonaro ao criticar medidas de isolamento

'Veja, assim como disse o presidente Bolsonaro, do Brasil [...] há o corona de um lado e a fome do outro. Como é que você pode dizer a uma pessoa faminta que fique em casa', afirmou Khan em entrevista coletiva

Publicado em 03 de Abril de 2020 às 14:36

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 abr 2020 às 14:36
O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan
O primeiro-ministro paquistanês, Imran Khan Crédito: Twitter
O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, mencionou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, nesta sexta-feira (3) ao criticar as medidas de isolamento adotadas em vários países para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus.
"Veja, assim como disse o presidente Bolsonaro, do Brasil [...] há o corona de um lado e a fome do outro. Como é que você pode dizer a uma pessoa faminta que fique em casa", afirmou Khan em entrevista coletiva.
"É preciso achar um equilíbrio. [...] Você não pode trancafiar 220 milhões de pessoas", acrescentou Khan, referindo-se ao número de habitantes de seu país.
Até agora, o Paquistão registra 2,458 casos da Covid-19, e 35 mortes causadas pela doença -apesar das críticas do primeiro-ministro, o país segue adotando a quarentena para desacelerar a expansão do vírus.
O líder paquistanês é uma das poucas vozes na comunidade internacional alinhadas a Bolsonaro na crítica às medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.
No entanto, Khan parece divergir de Bolsonaro na gravidade atribuída à pandemia. "[O vírus] definitivamente representa uma ameaça para nós e precisamos tomar todas as precauções", disse o paquistanês. Já o brasileiro tem comparado a doença a um "resfriadinho".
Aproximadamente metade da população mundial encontra-se sob ordens para ficar em casa, defendidas inclusive por aliados do brasileiro, como o americano Donald Trump, o israelense Binyamin Netanyahu e o indiano Narendra Modi.
Bolsonaro voltou a criticar o fechamento de comércios e escolas nesta sexta-feira, dizendo que as medidas de quarentena adotadas por governadores e prefeitos terão impactos negativos na economia. "Vai quebrar tudo ... Não pode fechar dessa maneira, e atrás disso vem desemprego em massa, miséria, fome, vem violência", afirmou o presidente.

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