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Pandemia

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA chegam a 22 milhões após coronavírus

Em todas as comparações, os números são os piores desde que essas estatísticas passaram a ser contabilizadas, na década de 1960

Publicado em 16 de Abril de 2020 às 14:43

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 abr 2020 às 14:43
Bandeira dos Estados Unidos
Os Estados Unidos vivem profunda crise econômica causada pelo surto do novo coronavírus. Crédito: Pixabay
Mais 5,2 milhões de norte-americanos solicitaram o auxílio-desemprego na semana passada, elevando o total de pedidos pelo benefício nas últimas quatro semanas para 22 milhões, devido à profunda crise econômica causada pelo surto do novo coronavírus.
Em todas as comparações, os números são os piores desde que essas estatísticas passaram a ser contabilizadas, na década de 1960.
Considerando o período de quatro semanas, os piores resultados verificados até a crise decorrente da pandemia de Covid-19 são os dados de cerca de 2,7 milhões registrados em 1982 e em 2009.
Até o início das medidas de quarentena, as solicitações semanais nunca haviam ultrapassado 695 mil, o que aconteceu em 1982. Em 2009, os pedidos semanais chegaram a 665 mil.
Analistas estimam que todos os postos de trabalho criados desde a grande crise da década passada foram perdidos neste período.
Segundo a agência Reuters, o Departamento do Trabalho dos EUA informou nesta quinta-feira (16) que o número de 5,245 milhões de novas reivindicações de auxílio-desemprego registradas na semana passada está abaixo dos 6,615 milhões da semana anterior.
De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, esperava-se que os pedidos iniciais caíssem para 5,105 milhões na semana encerrada em 11 de abril. As estimativas mais elevadas da pesquisa eram de até 8 milhões.
No Brasil, a expectativa do governo é que acordos de suspensão de contratos ou corte de salários e jornadas atinjam 24,5 milhões de pessoas, 73% de todos os trabalhadores com carteira assinada no país.

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