Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Mundo
  • Parlamento britânico proíbe brexit sem acordo
Reino Unido

Parlamento britânico proíbe brexit sem acordo

A decisão foi interpretada como uma declaração de guerra dos deputados contra o governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que defende o divórcio com Bruxelas a qualquer custo

Publicado em 04 de Setembro de 2019 às 20:11

Publicado em 

04 set 2019 às 20:11
Bandeira do Reino Unido Crédito: Pixabay
A crise política causada pelas indefinições do brexit ganhou nesta quarta-feira (04) um novo capítulo após o Parlamento britânico aprovar um projeto que proíbe o país de deixar a União Europeia sem antes ter um acordo com o bloco para regular a relação futura entre eles.
A decisão foi interpretada como uma declaração de guerra dos deputados contra o governo do primeiro-ministro Boris Johnson, que defende o divórcio com Bruxelas a qualquer custo.
Com apoio da oposição e de rebeldes do governista Partido Conservador, a medida foi aprovada com 329 votos a favor e 300 contrários.
O premiê assumiu o cargo em julho prometendo que o brexit iria acontecer na data marcada -31 de outubro de 2019. Mas, com a nova resolução, a saída agora pode ser adiada para o ano que vem, aumentando a incerteza que assola o país.
O texto aprovado estabelece que o governo britânico tem até o dia 19 de outubro para fechar um acordo com Bruxelas (sede da burocracia europeia) e aprová-lo no Parlamento.
Caso isto não aconteça, o premiê deve pedir aos líderes europeus um adiamento de 90 dias do divórcio, até 31 de janeiro.
Os deputados ainda precisam votar emendas e alguns detalhes do projeto. Para virar lei, ele ainda deve passar pela Câmara dos Lordes (espécie de Senado) e receber a confirmação da rainha.
A previsão é que isso aconteça até segunda-feira (09), quando o Parlamento deve ser suspenso por cinco semanas em função de uma manobra do premiê.
O gesto de Boris visava reduzir o tempo que deputados teriam para bloquear uma saída abrupta do Reino Unido do bloco, como a que o líder conservador vinha repetidamente mencionando em discursos e entrevistas.
O primeiro-ministro já avisou que não aceitará a nova regra e que pretende convocar novas eleições para 15 de outubro.
Para acontecer, porém, a votação precisa ser aprovada por dois terços do Parlamento e a oposição já declarou que só apoiará o pleito após ter garantias de que o brexit sem acordo não acontecerá em nenhuma hipótese.
Decidido em plebiscito de junho de 2016, o adeus de Londres ao bloco foi objeto de negociações formais entre os dois lados por mais de um ano e meio.
Porém, o pacto fechado entre a antecessora de Boris, Theresa May, e os europeus no fim de 2018 acabou rejeitado pelos deputados britânicos três vezes, levando à renúncia da primeira-ministra em julho passado.
O impasse entre o Parlamento e o primeiro-ministro acontece porque Boris quer retirar seu país do consórcio em 31 de outubro deste ano "sem 'se' nem 'mas'".
Segundo o primeiro-ministro, o bloco insiste em manter no documento uma cláusula (o "backstop", que visa a evitar a volta de controles alfandegários na fronteira entre as Irlandas) que soa inadmissível a boa parte dos deputados britânicos -daí as três rejeições do texto até agora.
O governo britânico estaria disposto a pagar, na melhor das hipóteses, 10 bilhões de libras (R$ 50 bilhões).
A União Europeia já repetiu em algumas ocasiões que, com ou sem aprovação de acordo pelo Parlamento, o Reino Unido precisa pagar 39 bilhões de libras (R$ 195 bilhões) para se separar do grupo. É isso, ou não haverá negociação de nova relação comercial entre os dois lados após o brexit.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Trump diz que EUA vão pausar operação de escolta de navios no estreito de Ormuz
Imagem de destaque
'Não somos só notícia, somos pessoas': o apelo dos passageiros presos em cruzeiro com surto de hantavírus
Imagem de destaque
O que se sabe sobre ataque a tiros que deixou duas pessoas mortas em escola no Acre

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados