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No Marrocos

Papa diz que barreiras físicas não resolvem a questão da imigração

Nos últimos meses, a imigração tem alcançado novamente a frente de debates políticos nacionais em uma série de países do Norte da África e da Europa, além dos Estados Unidos

Publicado em 31 de Março de 2019 às 13:05

Publicado em 

31 mar 2019 às 13:05
Papa Francisco Crédito: Reprodução/Instagram
Francisco, iniciando uma visita de dois dias ao Marrocos, também apoiou os esforços do rei Mohammed 6º de espalhar uma forma moderada do Islã que promove um diálogo inter-religioso e rejeita qualquer forma de terrorismo e violência em nome de Deus.
Nos últimos meses, a imigração tem alcançado novamente a frente de debates políticos nacionais em uma série de países do Norte da África e da Europa, além dos Estados Unidos.
O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu cumprir sua promessa de campanha de construir um muro na fronteira com o México e, na sexta-feira, ameaçou fechar a fronteira na próxima semana caso o país vizinho não impeça os imigrantes de chegarem aos Estados Unidos. Neste sábado (30), o governo Trump anunciou o corte de ajuda financeira a El Salvador, Guatemala e Honduras,
"A questão da imigração nunca será resolvida pela construção de barreiras, fomentando o medo dos outros ou negando assistência àqueles que legitimamente aspiram a uma vida melhor para si próprios e suas famílias", disse Francisco em cerimônia de boas vindas.
"Nós sabemos que a consolidação de uma verdadeira paz vem através da busca por justiça social, que é indispensável para corrigir os desequilíbrios econômicos e a instabilidade política que sempre teve um grande papel em gerar conflitos e ameaçar toda a humanidade", disse ele.
O Marrocos tem se tornado um ponto de saída importante para imigrantes africanos tentando chegar à Europa após repressões que fecharam ou limitaram rotas em outros locais. A Itália, por exemplo, fechou portos aos navios de resgate comandados por grupos de caridade.
CORTE DE AJUDA
Neste sábado, o governo de Donald Trump cortou a ajuda financeira aos países centro-americanos, acusados pelo presidente americano de "não fazerem nada" para impedir que os migrantes viajem aos Estados Unidos, anunciou neste sábado o Departamento de Estado.
"A pedido do secretário de Estado (Mike Pompeo) estamos implementando a diretiva do presidente de pôr fim aos programas de assistência estrangeira para o Triângulo Norte para os exercícios orçamentários 2017 e 2018", apontou um porta-voz do Departamento de Estado à agência AFP.
O chamado Triângulo Norte inclui El Salvador, Guatemala e Honduras, países de onde provêm dezenas de milhares de migrantes que tentam chegar aos Estados Unidos fugindo da pobreza e da violência em seus países.
O ano fiscal 2018 terminou no outono passado, e o Departamento de Estado não especificou quantos fundos não gastos foram realmente afetados por esta medida, que poderia ser principalmente simbólica. 
Trump denunciou na quinta-feira a inação de seus governos ante estas "caravanas".
"Honduras, Guatemala e El Salvador pegaram nosso dinheiro durante anos e não estão fazendo nada", disse no Twitter. 
Nos últimos dois anos, os Estados Unidos destinaram US$ 1,3 bilhão à América Central como parte da ajuda oficial para o desenvolvimento, a maior parte a estes três países. 

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