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Os imigrantes que comoveram a Espanha ao tentar impedir ataque homofóbico

Os senegaleses Ibrahima Diack e Magatte N'Diaye não tinham visto para morar na Espanha quando tentaram impedir a violência. "Eu nasci em uma família que não tem muito", disse Diack. "Mas eles me deram muitas coisas mais valiosas do que dinheiro. Eles me deram respeito, educação e, acima de tudo, valores."

Publicado em 27 de Fevereiro de 2025 às 06:44

BBC News Brasil

Publicado em 

27 fev 2025 às 06:44
Imagem BBC Brasil
Magatte N'Diaye e Ibrahima Diack e a prefeita de Coruña, Inés Rey Crédito: Prefeitura de Coruña
Uma cidade espanhola homenageou dois migrantes senegaleses por seu heroísmo ao tentar salvar um homem gay que foi espancado até a morte por uma multidão homofóbica.
Ibrahima Diack e Magatte N'Diaye receberam o status de "filhos adotivos da cidade" de Coruña em uma cerimônia formal na segunda (26/2).
Os homens foram os únicos a intervir quando o espanhol Samuel Luiz, de 24 anos, foi atacado por um grupo de homens na rua em julho de 2021, recebendo socos e chutes.
O jovem morreu no hospital devido aos ferimentos — um episódio que gerou indignação e condenação nacional.
Imagem BBC Brasil
O julgamento dos homens que acabaram condenados pelo homicídio de Samuel Luiz chamou atenção da Espanha em novembro de 2024 Crédito: Europa Press via Getty Images
A prefeita de Coruña, Inés Rey, descreveu as ações dos migrantes como "puro altruísmo" na cerimônia de premiação.
As filmagens daquela noite mostraram que havia outras pessoas no local, alguns que filmavam o episódio no celular, mas somente os dois migrantes interviram.
"O fato de dois migrantes sem documentos terem sido os únicos que se arriscaram fisicamente para ajudar a vítima de uma multidão sedenta por sangue deixa uma série de lições", disse Rey.
"Obrigada pelo seu exemplo em arriscar tudo, apesar de terem muito a perder", disse a vereadora Rosalía López em uma postagem no Instagram.
Diack e N'Diaye moravam na cidade sem ter visto e trabalhavam de forma irregular, o que os colocava sob risco de prisão e deportação se entrassem em contato com as autoridades.
Mas os dois homens disseram que fizeram o que achavam ser a coisa certa para tentar impedir a violência.
Na frente de amigos, servidores públicos e outros convidados na segunda-feira, eles receberam placas da prefeita concedendo-lhes o status de "filhos adotivos de Coruña".
"Não somos heróis, fizemos o que tínhamos que fazer", disse N'Diaye, de acordo com uma reportagem da agência de notícias AFP.
"Eu nasci em uma família que não tem muito", disse Diack. "Mas eles me deram muitas coisas mais valiosas do que dinheiro. Eles me deram respeito, educação e, acima de tudo, valores."
Os dois também foram testemunhas cruciais no julgamento, em novembro passado, dos homens que foram condenados pela morte de Luiz , segundo a mídia espanhola.
Um júri considerou quatro homens culpados pelo assassinato, com o tribunal ordenando sentenças entre 10 e 24 anos.
O tribunal concluiu que o principal acusado — que recebeu uma sentença de 24 anos — gritou insultos homofóbicos durante o ataque.
Dezenas de milhares de migrantes chegam à Espanha ilegalmente todos os anos por meio de travessias de barco pelo Atlântico — com as chegadas mais comuns do Mali, Senegal e Marrocos.

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