Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Mundo
  • O que dizem pesquisas sobre popularidade de Lula após tarifaço de Trump
Mundo

O que dizem pesquisas sobre popularidade de Lula após tarifaço de Trump

Anúncio de Trump de que pretende taxar em 50% os produtos brasileiros repercutiu positivamente para o governo Lula, segundo pesquisas de opinião divulgadas nos últimos dias.

Publicado em 16 de Julho de 2025 às 13:25

BBC News Brasil

Publicado em 

16 jul 2025 às 13:25
Imagem BBC Brasil
Crédito: Andre Borges/EPA/Shutterstock
O anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que pretende taxar em 50% os produtos vindos do Brasil acabou repercutindo positivamente para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apontam pesquisas de opinião divulgadas na terça (15/7) e nesta quarta-feira (16/7).
A pesquisa Atlas/Bloomberg, que colheu respostas entre a sexta-feira (11/7) e o domingo (13/7/) - ou seja, após o anúncio de Trump - mostrou uma oscilação positiva de 2,4 pontos percentuais na aprovação do presidente, que passou de 47,3% em junho para 49,7%. A desaprovação saiu de 51,8% para 50,3%.
O resultado indica um empate entre o índice de aprovação e desaprovação de Lula, já que a diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.
A outra pesquisa que avaliou o impacto das tarifas no Brasil foi a Genial/Quaest, realizada entre a quinta-feira (10/7) e a segunda (14/7).
Segundo o levantamento, o governo Lula agora é desaprovado por 53% dos brasileiros, uma oscilação de 4 pontos para baixo, em relação ao levantamento anterior, de maio. A aprovação da gestão petista oscilou para cima, saindo de 40% para 43%.
As duas pesquisas também mostram que a maior parte dos brasileiros desaprova a medida contra o Brasil de Trump. O americano associou a tarifa, entre outros pontos, ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe.
Os institutos também apontam que os brasileiros avaliam positivamente a resposta de Lula às tarifas, incluindo o uso da política de reciprocidade.
Veja detalhes das duas pesquisas:

O que diz a Atlas/Bloomberg

A pesquisa Atlas/Bloomberg perguntou se o entrevistado aprova ou desaprova o desempenho do presidente Lula. O resultado foi:
  • 50,3% desaprovam (-1,5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, em junho)
  • 49,7% aprovam (+2,4 pontos percentuais)
Na pergunta sobre a avaliação do governo Lula, os entrevistados consideraram o governo:
  • 49% ruim/péssimo (-1,8 pontos percentuais em relação à última pesquisa, em junho)
  • 43,4% ótimo/bom (+1,8 pontos percentuais)
  • 7,2% regular (sem variação)
Em relação às tarifas, o levantamento aponta ainda que 62,2% dos brasileiros acham a taxa de Trump injustificada, contra 36,8% que avaliam como justificada. 50,3% dizem que a medida configura uma ameaça à soberania nacional, contra 47,8% que discordam da afirmação.
E 44,8% acharam a resposta do governo Lula adequada, contra 27,5% que consideraram "agressiva" e 25,2% que consideraram "fraca".
Para 40,9% dos entrevistados, a tarifa de Trump é uma retaliação ao papel do Brasil no Brics - e 36,9% acham que o principal motivo é a atuação da família Bolsonaro.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ainda questionou os entrevistados sobre a política externa do governo. 60,2% das pessoas disseram aprovar a política externa de Lula, e 61,1% responderam que o atual presidente representa melhor o Brasil internacionalmente do que Bolsonaro.
Em relação ao levantamento anterior sobre o tema específico, de novembro de 2023, a melhora é substancial: subiu 10,6 pontos percentuais na aprovação da política externa e 10,1 pontos percentuais na comparação com Bolsonaro.
Segundo a Atlas/Bloomberg, Trump é visto negativamente por 63,2% dos brasileiros, o maior índice da série iniciada em novembro de 2023, com alta de 6 pontos percentuais na comparação com o mês passado.
No quesito a economia, a pesquisa mostra um pessimismo. Para 48,6%, há uma expectativa de alto impacto das medidas de Trump; para outros 14,8%, o impacto será "muito alto". E 72% dos brasileiros acham que o ritmo de crescimento econômico vai diminuir diante das tarifas de Trump.

O que diz a Genial/Quaest

Outra pesquisa que avaliou o impacto das tarifas no Brasil foi a Genial/Quaest, realizada entre a quinta-feira (10/7) e a segunda (14/7).
A aprovação do governo Lula, segundo o levantamento, tem o seguinte cenário:
  • 53% desaprovam (-4 pontos percentuais em relação à última pesquisa, em maio)
  • 43% aprovam, (+3 pontos percentuais)
Diretor da Quaest e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Felipe Nunes destacou que "a melhora na popularidade se deu principalmente fora das bases de apoio tradicionais do governo". Isso é: Lula melhorou sua aprovação no Sudeste, entre as pessoas com ensino superior completo e na classe média.
Na pergunta sobre como enxergam o governo Lula, os entrevistados avaliaram:
  • 40% negativo (-3 pontos percentuais em relação à última pesquisa, em maio)
  • 28% regular (sem variação)
  • 28% positivo (+2 pontos percentuais)
O pesquisa perguntou ainda se Trump está certo ou errado de impor taxas por acreditar que há uma perseguição a Bolsonaro no Brasil. Para 72%, o americano está errado; para 19%, ele está certo.
57% avaliaram que Trump não tem direito de criticar o processo contra Bolsonaro - 36% dizem que o americano tem o direito.
Sobre a reação de Lula à crise, 53% dizem que o presidente está certo ao "reagir com reciprocidade", enquanto 39% responderam que ele está errado.
As falas de Lula no Brics também aparecem como o principal motivo para a tarifa de Trump, na avaliação de 26% dos entrevistados pela Quaest. Para 22%, foram a ações no STF contra Bolsonaro que realmente provocaram Trump a anunciar a medida; e, para 17%, o motivo é a influência de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
A Quaest também perguntou se a carta de Trump faz querer votar mais em Lula ou em Bolsonaro e num candidato apoiado pelo ex-presidente.
Para 53%, a medida de Trump não influencia no voto. 19% dizem que as declarações fazem querer votar mais em Bolsonaro ou em seu aliado; outros 19% dizem querer votar mais em Lula.
A pesquisa também mostra o pessimismo econômico. 43% responderam que esperam uma piora da economia no próximo ano, segundo a Quaest, o maior índice da série histórica com início em junho de 2023.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Banco que ainda resiste na Praça São Pedro, em Baixo Guandu
Cidade do ES perde sua 2ª agência bancária em seis meses
Imagem de destaque
Mulher se refugia em hospital para escapar de agressões e marido é preso no ES
Imagem de destaque
4 petiscos práticos e deliciosos para o feriado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados