Publicado em 24 de abril de 2025 às 14:39
O líder da Igreja Católica na Inglaterra e no País de Gales, cardeal Vincent Nichols, disse que definitivamente não será o próximo pontífice, mas que está ansioso com o dever "intimidador" de escolher o sucessor do papa Francisco.>
Após a morte de Francisco, o próximo pontífice será escolhido pelo Colégio dos Cardeais, que se reunirá em uma tradição conhecida como conclave. A data do conclave ainda não foi definida.>
O arcebispo de Westminster, nascido em Merseyside, no norte da Inglaterra, disse que pensou que não participaria mais de nenhum conclave. Mas quando ficou sabendo que o papa estava gravemente doente, pensou: "Oh, Senhor, isso vai acontecer comigo".>
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O conclave, que tradicionalmente começa após um período de luto de duas semanas, reúne o Colégio de Cardeais na Capela Sistina do Vaticano em uma série de votações para escolher o próximo papa.>
Teoricamente, qualquer homem católico batizado pode ser eleito papa, mas o escolhido geralmente é um cardeal.>
Atualmente, há 252 cardeais e, embora todos possam participar do debate sobre quem deve ser escolhido, a restrição de idade para votar significa que apenas os 135 com menos de 80 anos podem votar.>
O cardeal Nichols, que lidera seis milhões de católicos na Inglaterra e no País de Gales, disse que "nunca pensou" que votaria porque o Papa Francisco "não mostrou muitos sinais de estar parando" e parecia estar se recuperando de uma pneumonia dupla.>
No entanto, ele minimizou qualquer sugestão de se eleito o próximo papa.>
"Estou voltando para casa", ele disse. "Pode ter certeza disso.">
O arcebispo de 79 anos disse que se encontrou com o Papa Francisco diversas vezes durante reuniões de alto nível em Roma, mas guarda duas lembranças especiais e duradouras.>
"Uma em particular nunca me abandonou", disse ele.>
"Ele me disse: 'Desde o momento da minha eleição como Papa, minha paz nunca me abandonou'. Apesar da pressão de tudo que ele teve que enfrentar, ele viveu perto de Deus.">
O cardeal Nichols também disse que tinha boas lembranças do último encontro deles, dois anos atrás.>
Ele disse que um autor pediu que ele desse uma cópia de seu último livro ao papa Francisco.>
"Dei o livro a ele e disse que o autor estava 'muito interessado que você o tenha'", disse Nichols.>
"Ele voltou depois do almoço com um cartão escrito à mão e um exemplar de um de seus livros para eu dar como presente de retribuição. Isso foi bastante surpreendente.">
Após o funeral do papa Francisco no sábado, o cardeal Nichols se juntará aos outros cardeais para votar no 267º pontífice, que liderará os cerca de 1,4 bilhão de católicos do mundo.>
Ele disse que a perspectiva era "francamente bastante intimidadora".>
E acrescentou que acreditava que os cardeais farão seu "melhor quando as portas do conclave forem fechadas", pois nesse momento haverá "paz e oração entre nós".>
"Sei que preciso me recompor e ser um pouco mais criterioso em relação a todas as manobras políticas e às apostas de Paddy Power [uma casa de apostas britânica] e tudo isso, e dizer 'na verdade, este é um grupo de homens tentando discernir a vontade de Deus'", disse ele.>
"É a única coisa que importa.">
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