SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número de mortos após os terremotos do dia 24 de junho na Venezuela subiu para 4.333, segundo novo comunicado divulgado pelo regime do país neste sábado (11). Do total, 315 ainda não foram identificados. O número de feridos permaneceu o mesmo desde a última atualização, de 16.740 pessoas, e não há informações oficiais sobre desaparecidos.
No balanço, o regime venezuelano afirmou que a distribuição de moradias aos afetados começará na próxima semana. Das quase 18 mil pessoas que precisaram sair de suas casas após os tremores, 17 mil ainda estão em abrigos públicos, segundo o comunicado.
Na última quinta-feira (9), a Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que a falta de saneamento básico e do acesso à água potável nos mais de 80 abrigos, somadas a superlotação e pouca infraestrutura desses espaços, podem causar a disseminação de doenças como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.
Além disso, a cobertura vacinal de populações desabrigadas tende a cair drasticamente, aumentando o risco de contágio, o que pode colocar em risco a vida de dezenas de milhares de sobreviventes.
O órgão da ONU disse estar trabalhando com o Ministério da Saúde da Venezuela para tentar conter o avanço de enfermidades respiratórias e intestinais, e avalia abrir novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, as mais atingidas pelo desastre natural.
No total, as Nações Unidas estimam que 1,3 milhão de venezuelanos precisam de ajuda humanitária após os terremotos, e US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão) foram mobilizados para operações no país, segundo comunicado.