Publicado em 31 de março de 2026 às 06:33
Quando a guerra de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã vai acabar?>
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (30/3) que a ofensiva "definitivamente ultrapassou a metade", mas esclareceu posteriormente que se referia a missões, não a tempo.>
Netanyahu acrescentou que a guerra matou "milhares" de membros da Guarda Revolucionária do Irã e que Israel e os EUA estavam "perto de acabar com a indústria armamentista", destruindo fábricas inteiras e o próprio programa nuclear.>
Segundo o Wall Street Journal, o presidente americano Donald Trump teria dito a seus assessores que está disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado.>
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Questionada sobre o assunto, a Casa Branca remeteu a comentários feitos pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, de que o estreito de Ormuz "reabrirá de uma forma ou de outra".>
Trump fez novas ameaças de "aniquilar" as usinas de energia, poços de petróleo e "possivelmente" as usinas de dessalinização de água do Irã caso um acordo não seja alcançado "em breve".>
"Grandes progressos foram feitos, mas, se por algum motivo um acordo não for alcançado em breve, o que provavelmente acontecerá, e se o estreito de Ormuz não for imediatamente 'aberto para negócios', concluiremos nossa adorável 'estadia' no Irã", o mandatário publicou na rede social Truth Social. >
Mas um porta-voz do ministro das Relações Exteriores do Irã negou, mais uma vez, que tenha havido negociações com autoridades americanas. Esmaeil Baqaei afirmou que o Irã "não negociou com os EUA nesses 31 dias", referindo-se à duração da guerra.>
"O que ocorreu foi o envio de um pedido de negociação, acompanhado de um conjunto de propostas dos Estados Unidos, que nos chegaram por meio de certos intermediários, incluindo o Paquistão", escreveu Baqaei em uma declaração online.>
"Nossa posição é muito clara. Enquanto a agressão militar e a invasão americana continuam com toda a intensidade, todos os nossos esforços e recursos estão voltados para a defesa da essência do Irã. Não nos esquecemos da traição infligida à diplomacia em duas ocasiões em menos de um ano.">
As Forças de Defesa de Israel informaram na segunda-feira que quatro soldados foram mortos e dois ficaram feridos.>
De acordo com o comunicado, divulgado no Telegram, o capitão Noam Madmoni, de 22 anos, o sargento Ben Cohen, de 21, e o sargento Maxsim Entis, de 22 anos, morreram em combate no sul do Líbano. Um quarto soldado foi morto no mesmo incidente, mas seu nome não foi divulgado.>
Duas pessoas também foram levadas para o hospital: um soldado foi classificado como "gravemente ferido" e um reservista como "moderadamente ferido".>
Já a terça-feira (31/3) começou com uma nova onda de ataques lançada por Israel contra a capital iraniana, Teerã, horas depois de os militares supostamente terem identificado mísseis do Irã em direção a Israel.>
Ataques também foram registrados em Dubai, onde as autoridades afirmam que um navio com dois milhões de barris de petróleo que navega em direção à China foi incendiado após um ataque de drone iraniano pouco antes das 4h do horário local.>
Quatro pessoas ficaram feridas no incidente, que ocorreu perto de uma casa abandonada na área de Al Badia. O incêndio foi controlado após algumas horas e, embora tenha havido alguns danos ao navio, os 24 tripulantes estão seguros e ilesos, segundo as autoridades em Dubai.>
A mídia iraniana noticiou o ataque, mas não reconheceram sua autoria. Ainda não há imagens ou vídeos do navio danificado. Vale lembrar que, de acordo com as leis de crimes cibernéticos dos Emirados Árabes, é proibido fotografar, compartilhar ou publicar imagens de locais atingidos por mísseis ou drones.>
O navio Al-Salmi, construído em 2011, pertence e é operado pela estatal Kuwait Oil Tanker Company, que não comentou o caso até a publicação desta reportagem.>
A empresa de inteligência marítima TankerTrackers.com afirma que o navio transporta cerca de 1,2 milhão de barris de petróleo bruto saudita e 800 mil barris de petróleo bruto kuwaitiano. O carregamento teria sido concluído no mês passado.>
Em uma publicação no X, o Ministério de Defesa dos Emirados Árabes afirmou que os sons ouvidos na manhã desta terça-feira em todo o país são de interceptações com mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones.>
Assim que os ataques começaram, alertas foram enviados aos celulares de quem está na região, orientando os moradores e visitantes a procurarem abrigo e permanecerem em um local seguro. Os alertas, que também são enviados em outros países do Golfo, ocorrem com mais frequência à noite.>
O exército do Kuwait também afirmou que está interceptando ataques de drones e mísseis sobre seu território. Já na Arábia Saudita, seis casas foram danificadas por destroços de um drone abatido. Não houve feridos, informou a autoridade de defesa civil do país em um comunicado.>
Na cidade de Sharjah, nos Emirados Árabes, as autoridades informaram que um drone foi lançado por Israel tendo como alvo o edifício administrativo da Companhia de Telecomunicações Thuraya. Não houve feridos.>
Explosões também foram ouvidas em Teerã durante a madrugada, segundo a agência de notícias AFP. Isso teria levado à interrupção do fornecimento de energia em algumas partes da cidade, segundo a mídia local.>
A agência de notícias Tasnim, associada à Guarda Revolucionária Islâmica, informou que a maior parte da energia já havia sido restabelecida na manhã desta terça-feira após a interrupção, que teria sido causada por estilhaços que atingiram uma subestação.>
Uma comissão parlamentar no Irã aprovou planos para impor pedágios ao tráfego no estreito de Ormuz, de acordo com a agência de notícias Fars, afiliada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).>
A agência acrescenta que, segundo os planos, navios americanos, israelenses e de outros países que participaram das sanções contra o Irã seriam proibidos de transitar pelo estreito.>
A agência de notícias AFP informou que o novo sistema de pedágios foi anunciado na televisão estatal iraniana, que afirmou que o Irã o implementará em cooperação com Omã.>
Cerca de 20% do petróleo bruto mundial passa por essa importante via marítima entre o Irã e Omã. Desde o início da guerra, as travessias caíram cerca de 95%, segundo a empresa de inteligência marítima Kpler.>
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