Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Mundo
  • Imprensa alemã passa a cobrar esclarecimentos de Merkel sobre tremores
Mudança de tom

Imprensa alemã passa a cobrar esclarecimentos de Merkel sobre tremores

Se antes a imprensa alemã colocava panos quentes e evitava especulações sobre a saúde de Angela Merkel, o novo episódio de tremor da chanceler nesta quarta-feira (10) fez com que o tom mudasse

Publicado em 10 de Julho de 2019 às 20:52

Publicado em 

10 jul 2019 às 20:52
A chanceler alemã Angela Merkel Crédito: Laurence Chaperon/Facebook
Se antes a imprensa alemã colocava panos quentes e evitava especulações sobre a saúde de Angela Merkel, o novo episódio de tremor da chanceler nesta quarta-feira (10) fez com que o tom mudasse radicalmente em jornais do mais amplo espectro. Merkel completa 65 anos semana que vem.
Em entrevista coletiva após o incidente, em Berlim, Merkel deu a entender -mas não afirmou- que está tratando do problema.
"Estou resolvendo o que aconteceu. Esse processo claramente não está finalizado, mas há progresso e eu terei de viver com isso por um tempo, mas eu estou muito bem e vocês não precisam se preocupar comigo", disse.
O fato de não revelar que problema a afligiria nem que tipo de tratamento estaria buscando fez com que não apenas as especulações mas também a pressão por mais transparência crescessem.
"A chanceler sabe que tem de dizer mais. Mais do que ela está bem e ninguém precisa se preocupar com sua saúde", afirmou o Der Tagesspiegel, principal diário da capital.
"Não é o clima desta vez", afirmou o Süddeustesche Zeitung, em referência à explicação dada pela chanceler sobre o primeiro episódio de tremor: a de que estava muito quente e que ela havia tido uma desidratação.
"Saúde é assunto privado de um chefe de governo, mas apenas até certo ponto", escreveu o jornal, listando em seguida uma pletora de possibilidades do que um tremor poderia significar: mal de Parkinson, esclerose múltipla, fadiga, estresse, ansiedade, problemas neurológicos e até o uso de determinados medicamentos.
Galeria Angela Merkel ao longo dos anos Líder conservadora governa a Alemanha desde 2005 O tabloide Bild, que até agora vinha mantendo o comedimento, estampou um "até quando, senhora chanceler?" no alto de sua edição online.
Fugindo do tom de cobranças, o Berliner Zeitung aceitou a explicação da chanceler de que os tremores número dois e três ocorreram em decorrência do ataque número um, como um efeito psicológico. "Portanto, nenhuma doença grave."
O jornal argumenta que não se trata de uma questão política e que não há razão para duvidar da garantia de Merkel de que está bem. "Isso é o que importa. Os políticos não são máquinas, têm peculiaridades, fraquezas e doenças como todos os seres humanos."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Homens são condenados a 140 anos de prisão por assassinato brutal de família em Linhares
Imagem de destaque
A investigação da BBC que revela como Epstein manteve vítimas de abuso em apartamentos de Londres, depois que a polícia desistiu de investigá-lo
Imagem de destaque
Suspeito de assalto e roubo de R$ 630 mil em joalheria de Aracruz é preso

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados