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Negociações

Há trabalho diplomático a ser feito, diz Mourão sobre acordo UE-Mercosul

O vice-presidente, Hamilton Mourão, alegou a existência de um 'ruído' na decisão do Parlamento Europeu de rejeitar simbolicamente o acordo

Publicado em 07 de Outubro de 2020 às 14:24

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 out 2020 às 14:24
Vice-presidente da República, Hamilton Mourão
Vice-presidente da República, Hamilton Mourão Crédito: Romério Cunha/VPR
O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que há "ruído" na decisão do Parlamento Europeu de rejeitar simbolicamente o acordo entre a União Europeia e o Mercosul, com a justificativa de preocupações ambientais. Mourão disse que um trabalho diplomático deverá ser feito a partir de agora para tratar do assunto. O vice destacou que se trata de uma "questão de diplomacia" e lembrou que o acordo demorou 20 anos para ser feito.
"Tem muito ruído nisso aí. Tudo faz parte do trabalho diplomático que tem que ser feito. Vamos com calma", disse. Na visão do vice-presidente, a discussão do acordo de livre comércio envolve "muitos interesses", o que dificulta seu avanço
"O lobby dos agricultores europeus é muito grande. Também tem a questão dos partidos verdes na Europa que são muito fortes. Tem países que estão em processo eleitoral. Países que estão vivendo crises internas ali. As pressões são enormes. Temos que ir manobrando pouco a pouco", declarou.
O texto aprovado pela maioria dos eurodeputados foi um relatório sobre a aplicação da política comercial europeia e que incluiu uma emenda sobre o acordo de livre comércio com o Mercosul. No relatório, é dito que "acordo UE-Mercosul não pode ser ratificado na sua forma atual" e que o Parlamento está "extremamente preocupado com a política ambiental de Jair Bolsonaro, em particular no combate ao aquecimento global e à proteção à biodiversidade".
Mourão opinou que a decisão dos parlamentares europeus é possível de ser revertida e que a viagem de embaixadores para a Amazônia pode contribuir com isso. "Lógico, tudo é reversível. Só tem duas certezas na vida: a morte e pagar imposto." A visita com os embaixadores, segundo Mourão, está prevista para novembro, mas vai depender da situação da pandemia da covid-19.

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