Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • 'Chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente', diz Trump após Zelensky condenar acordo sobre diesel com a Rússia
Mundo

'Chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente', diz Trump após Zelensky condenar acordo sobre diesel com a Rússia

O presidente da Ucrânia havia dito que o acordo com a Rússia para liberar diesel para os EUA ajudaria Moscou a financiar a guerra.

Publicado em 11 de Outubro de 2026 às 08:34

BBC News Brasil

Publicado em 

11 out 2026 às 08:34
Imagem BBC Brasil
Crédito: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que "é hora de a Ucrânia ter um novo presidente", em resposta às críticas de Volodymyr Zelensky ao acordo de fornecimento de diesel entre os EUA e a Rússia.

O presidente ucraniano alertou que um novo acordo para liberar milhões de toneladas de diesel russo para os EUA daria a Moscou dinheiro para continuar sua guerra contra o país. Ele disse que o acordo é um presente para o presidente russo Vladimir Putin.

No sábado (10/10), Trump disse a repórteres do lado de fora da Casa Branca que Zelensky "quer criar problemas para o mundo" ao continuar autorizando ataques a refinarias russas.

"É melhor ele parar imediatamente", disse Trump, antes de sugerir que a Ucrânia deveria "ter um novo líder que possa chegar a um acordo".

Desde a invasão russa à Ucrânia em 2022, o país está sob lei marcial, o que significa que as eleições estão suspensas.

O fornecimento global de combustíveis, incluindo o diesel, foi severamente limitado pela guerra contra o Irã, iniciada pelos EUA e Israel, que levou ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, por onde normalmente flui cerca de um quinto dos produtos petrolíferos mundiais.

A Rússia, um dos principais produtores, e a Ucrânia intensificaram recentemente os ataques às infraestruturas energéticas e de transportes uma da outra, pressionando ainda mais os mercados de energia.

"Dissemos: 'vocês podem fazer o que quiserem com a Rússia, mas não ataquem as refinarias', porque isso causa um problema mundial", continuou Trump.

"Ele poderia ter fechado muitos negócios, mas por algum motivo, nunca o faz."

O enviado de Putin, Kirill Dmitriev, descreveu a intervenção de Trump como "icônica e histórica", afirmando que a Ucrânia "precisa de uma liderança verdadeiramente focada na paz".

O presidente dos EUA confirmou na sexta-feira que foi firmado um acordo com Moscou para suspender as sanções às exportações russas de diesel até 7 de abril.

Zelensky reagiu dizendo que isso permitiria a Moscou angariar recursos para adquirir novos equipamentos militares e continuar a guerra.

Ele também acusou Moscou de interpretar o acordo "como uma permissão para continuar lutando, para continuar bombardeando cidades", após os novos e mortais ataques em Zaporizhzhia.

Solidariedade a Zelensky

O presidente ucraniano conversou com vários aliados no sábado para discutir os mais recentes desdobramentos, pedindo "decisões concretas para proteger vidas na Ucrânia" e a segurança europeia.

Um porta-voz do Reino Unido disse que o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, conversou com Zelensky e ofereceu sua "total solidariedade".

O porta-voz afirmou que ambos concordaram que a Rússia deveria aceitar um "cessar-fogo energético imediato" e encerrar seus ataques à navegação no Mar Negro, pois "isso liberaria imediatamente mais energia e suprimentos de alimentos no mercado global".

A notícia do acordo entre os EUA e a Rússia sobre o diesel também foi recebida com críticas pela chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, que concordou com Zelensky ao afirmar que a suspensão das sanções "fornece a Moscou mais recursos para financiar a guerra".

"Este não é o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia, e a Europa não o fará", disse Kallas.

Ela afirmou que os ministros das Relações Exteriores europeus pretendem aprovar na segunda-feira o maior pacote de sanções contra a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia.

O acordo com a Rússia é a mais recente tentativa de Trump de reduzir os preços dos combustíveis nos EUA antes das eleições de meio de mandato, após meses lidando com as consequências políticas da guerra com o Irã.

Esse conflito, que começou em fevereiro, fez com que o preço da gasolina e, em particular, do diesel disparasse, o que prejudicou sua imagem perante o público americano, que foi afetado pelos preços mais altos nos postos de gasolina e pelos efeitos subsequentes que levaram à inflação generalizada.

O preço médio do diesel está atualmente em US$ 6,28 por galão – um aumento em relação à média de US$ 5,94 do mês passado e de US$ 3,68 do ano passado.

Nos termos do acordo, a Rússia liberaria inicialmente 300 mil toneladas de diesel "para o mercado americano e global", seguidas por mais 500 mil toneladas em novembro.

Mais um milhão viria a seguir, escreveu Trump no Truth Social, e depois outros 3 milhões de toneladas "em um curto período de tempo" – mas ele observou que essa entrega dependerá "das condições de suas refinarias de diesel".

Nos últimos 10 meses, a Rússia sofreu duas ondas de grave escassez de combustível em todo o país devido a ataques de drones ucranianos às suas refinarias de petróleo.

A produção de diesel na Rússia caiu cerca de 30%, segundo a Agência Internacional de Energia.

Trump já havia pedido novas eleições na Ucrânia em dezembro passado, afirmando que os eleitores ucranianos deveriam ter a opção de substituir Zelensky.

Desde o início da guerra em 2022, a Ucrânia está sob lei marcial, o que significa que as eleições estão suspensas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Papa Leão 14 será submetido a cirurgia para retirar nódulo do pulmão
Iniciativa já retratou artistas da música brasileira e conquistou milhões de pessoas nas redes.
De Thiaguinho a Seu Jorge: capixaba usa IA para contar histórias de músicos famosos
Gustavo Munis de Santana, morto em ação policial em SP
PMs matam com 27 tiros jovem que teve celular confundido com arma em SP

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados