> >
Brasil condena ação de Israel que barrou líderes católicos na Igreja do Santo Sepulcro

Brasil condena ação de Israel que barrou líderes católicos na Igreja do Santo Sepulcro

Mais cedo, neste domingo (29), o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo

Publicado em 29 de março de 2026 às 16:19

O governo brasileiro condenou a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

"Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas ("Haram Al-Sharif"), também em Jerusalém Oriental", afirmou, por meio de nota publicada pelo Itamaraty.

Itamaraty
Itamaraty Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mais cedo, neste domingo (29), o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo. Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a ação ocorreu por questões de segurança.

O governo brasileiro classificou as ações recentes de Israel como de extrema gravidade e "contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto".

"O Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental", declarou.

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais