Publicado em 25 de janeiro de 2021 às 19:05
- Atualizado há 5 anos
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anulou nesta segunda-feira, 25, a proibição de seu antecessor, Donald Trump, para que transgêneros sirvam nas Forças Armadas, uma decisão considerada discriminatória.>
Na presença do secretário de Defesa, Lloyd Austin, e do presidente do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, Biden assinou uma ordem executiva assegurando que "todos os americanos qualificados para servir nas Forças Armadas dos Estados Unidos devem poder fazê-lo", informou a Casa Branca.>
"O presidente Biden acredita que a identidade de gênero não deve ser um obstáculo ao serviço militar e a força da América está em sua diversidade", acrescentou em um comunicado. A Casa Branca indicou que "uma força inclusiva é uma força mais eficaz". "Em suma, essa é a coisa certa a fazer e é do nosso interesse nacional", disse ele. >
A medida reverte a polêmica decisão de Trump, de julho de 2017, de proibir os transexuais de servir "em qualquer cargo" nas Forças Armadas. Como comandante-chefe, o presidente dos Estados Unidos tem enorme liberdade para definir as políticas do Pentágono.>
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As Forças Armadas americanas foram abertas aos transgêneros em junho de 2016 por decisão do governo do então presidente, Barack Obama, do qual Biden foi vice-presidente por oito anos, mas o recrutamento de pessoas transgênero devia ser estabelecido mais adiante, após um processo de previsão.>
Seu sucessor republicano primeiro adiou o prazo para 1.º de janeiro de 2018, depois decidiu cancelar a medida por completo. De acordo com Trump, a política da era Obama foi disruptiva, cara e corroeu a prontidão militar e a camaradagem entre as tropas.>
Mas na ordem de Biden revogando a proibição de Trump, a Casa Branca citou um estudo de 2016 que descobriu que "permitir que os transgêneros servissem abertamente nas Forças Armadas dos Estados Unidos teria um impacto mínimo na prontidão militar e no custo com cuidados médicos".>
"Os membros do serviço que sejam transexuais não estarão mais sujeitos à possibilidade de serem demitidos ou separados por motivos de identidade de gênero", anunciou o comunicado da Casa Branca.>
Em 2016, foi calculado que o número de transgêneros que serviam no Exército dos Estados Unidos oscilava entre 1,3 mil e 6,6 mil dentro de um total de 1,3 milhão de integrantes do corpo militar, de acordo com um estudo encarregado pelo Pentágono.>
Seis anos antes, Obama havia declarado que a política "don't ask, don't tell", que proíbe homossexuais de servirem abertamente nas Forças Armadas dos EUA, acabaria durante o seu governo. Essa política exige que militares gays mantenham sua orientação sexual em segredo, sob pena de expulsão.>
Essa legislação foi aprovada pelo Congresso em 1993, em substituição a uma lei anterior que proibia completamente a presença de homossexuais nas Forças Armadas americanas. Mas, em 2010, declarada inconstitucional pela juíza Virginia Phillips por violar os direitos de liberdade de expressão dos militares homossexuais. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)>
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