Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Mundo
  • Abstenção tem a maior queda entre turnos desde a redemocratização
Mundo

Abstenção tem a maior queda entre turnos desde a redemocratização

Em termos percentuais, a abstenção deste segundo turno era a menor desde 2006, quando foi de 18,99%, com 99,91% das urnas apuradas.

Publicado em 25 de Outubro de 2026 às 22:33

BBC News Brasil

Publicado em 

25 out 2026 às 22:33
Imagem BBC Brasil
Crédito: Reuters

A eleição presidencial de 2026 registrou a maior queda na abstenção entre o primeiro e o segundo turno desde a redemocratização: 1,87 ponto percentual, de 21,08% para 19,21%.

Os números foram computados com 99,91% das seções totalizadas, em arquivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizado às 21h40 de Brasília.

No segundo turno, 30.463.758 eleitores não haviam comparecido às urnas, ante 33.469.244 no primeiro turno.

Esta é a segunda eleição presidencial desde 1989 em que o país registra queda na abstenção entre os turnos.

A primeira foi em 2022, quando o índice caiu 0,36 ponto percentual, de 20,95% para 20,58%, considerando os percentuais sem arredondamento.

Nas demais disputas presidenciais com segundo turno desde 1989, houve aumento da abstenção. Em 1994 e 1998, a eleição foi decidida na primeira rodada.

Em termos percentuais, a abstenção deste segundo turno era a menor desde 2006, quando foi de 18,99%.

O menor índice permanece sendo o de 1989, primeira eleição presidencial direta após a ditadura: 14,39% no segundo turno, ante 11,92% no primeiro.

A campanha do segundo turno deste ano foi marcada por uma forte mobilização de eleitores, particularmente no campo petista, após um primeiro turno marcado pela apatia e por escândalos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que desviaram o debate público das eleições.

A queda ocorreu mesmo com a disputa para governador já definida na maioria das unidades da Federação. Houve segundo turno para os governos de Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal.

Brancos e nulos

Também caiu a proporção de votos brancos e nulos na disputa presidencial. Os brancos passaram de 1,84% para 1,12%, enquanto os nulos recuaram de 2,93% para 2,12%.

Até às 21h40, o segundo turno registrava 1.429.477 votos brancos e 2.720.934 nulos, somando 4.150.411 — o equivalente a 3,24% dos votos depositados nas urnas.

No primeiro turno, foram 2.300.798 brancos e 3.674.249 nulos, um total de 5.975.047, ou 4,77% dos votos. A proporção conjunta caiu 1,53 ponto percentual.

Considerando a soma de brancos e nulos, é o patamar mais baixo desde a redemocratização.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Flávio Bolsonaro
Flávio diz que houve 'sacanagem', afirma ser impossível reconhecer resultado e fala em pedir anulação de eleição
Kassio Nunes Marques, presidente do TSE
Kassio diz que decisão de Zanin de prorrogar votação não provocou 'nenhuma alteração' na eleição
Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini terão 5 minutos cada, durante os programas do horário eleitoral
Pazolini ganhou mais 103 mil votos no 2º turno; Ricardo, 336 mil

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.