Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Polêmica

Moqueca só capixaba

Para almoçar uma moqueca baiana, feita com dendê, é preciso costume com aquele óleo, caso contrário, pode ter uma bruta infecção intestinal, pois o dendê é muito forte

Publicado em 11 de Fevereiro de 2018 às 21:02

Públicado em 

11 fev 2018 às 21:02

Colunista

Discute-se, presentemente, qual a melhor moqueca produzida no Brasil. Se a capixaba, cozida com o tradicional óleo comestível (soja, milho, girassol etc.), ou a baiana, com a utilização do óleo extraído do coco do dendê.
Vou tirar dessa relação as moquecas feitas pela Maria, minha adorável empregada, as dos restaurantes em São Pedro, Vitória, e as do Gaeta e Boquerão, de Guarapari. Nunca comi moqueca melhor, em lugar nenhum do mundo, do que as desses restaurantes.
Para almoçar uma moqueca baiana, feita com óleo do dendê, é preciso ter costume com aquele tipo de óleo, caso contrário, pode ter uma bruta infecção intestinal, porque o dendê é muito forte e tem um cheiro meio agressivo. Como diz Cacau Monjardim: “moqueca só capixaba”.
Quando vou à Espanha, ao sair de Alicante, de carro, passo por Almería em direção a Granada. Em Almería, à margem da rodovia, tem uma lanchonete que ostenta um grande letreiro: “O melhor pastel do mundo”. Reclamo com o dono da pastelaria que falta ali o caldo de cana, mas ele acha difícil levar a cana das Ilhas Canárias e não poder usá-las imediatamente.
Temos que empurrar o “melhor pastel do mundo” com um suco ou até mesmo café. Não vou discutir com o proprietário que o pastel dele não tem nada de melhor do mundo. No Espírito Santo, não passo por Ibiraçu sem parar e comer um pastel com caldo de cana na Lanchonete Califórnia. É tradicional. Já comi muito pastel bom. Aqui mesmo em Vitória, nas redondezas da Praça Costa Pereira, há excelentes lanchonetes que servem caldo de cana e pastéis, mas iguais aos da Lanchonete Califórnia não há! Para mim, os melhores do mundo, como as moquecas.
Desde que saí de são Mateus, menino, de calças curtas, minha mãe preparava moqueca de judeu (pequeno peixe escuro dos mangues mateenses). Recentemente, contei ao meu velho amigo Motta (Antonio de Pádua) sobre a saudade da moqueca de judeu que minha mãe fazia. Motta arranjou os judeus e, num belo dia, telefonou: “O judeu está no freezer. Falta você marcar o dia para comer a moqueca. É só marcar a data”. Dias depois, telefonei: “Estou indo”. E realmente comi a moqueca dos meus sonhos infantis. Aqui para nós, também tenho almoçado muitas feijoadas boas por aí, mas a melhor do mundo é a da Maria.

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
'O feminicídio gera órfãos como eu todos os dias': como irmãos que viram mãe ser assassinada e foram baleados pelo próprio pai lutaram durante 20 anos por Justiça
Imagem BBC Brasil
Lula grava vídeo pedindo que Motta e Alcolumbre aprovem MP que acaba com taxa das blusinhas
saúde mental
NR-1, riscos psicossociais e mercado imobiliário: sua empresa está preparada para essa nova realidade?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados