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Gutman Uchôa de Mendonça

Minhas histórias sobre homenagens

Tiraram um monumento em homenagem aos 400 anos de fundação de Vitória, na Praça Costa Pereira, e colocaram um "monumento" a "ilustres desconhecidos"

Publicado em 23 de Abril de 2018 às 20:20

Públicado em 

23 abr 2018 às 20:20

Colunista

Crédito: Prefeitura de Vitória/Divulgação

Meus desencantos com a política (e com políticos) vêm de muito tempo. Fui secretário de um dos melhores governadores que o meu Estado do Espírito Santo teve, Christiano Dias Lopes Filho. Mas antes, eu tinha sofrido a influência de dois notáveis homens públicos da melhor qualidade do Brasil: Jones dos Santos Neves e Carlos Lindenberg.

Embora concluindo o trabalho que me foi delegado, como a construção do Centro Industrial de Vitória, através da Suppin no governo de Albuíno Azeredo, pedi para sair e fui tratar da minha vida, enfrentando as construções do Sesc (Serviço Social do Comércio), onde entrei pelas mãos de Américo Buaiz, a quem chamo sempre de primeiro e único líder empresarial que o Espírito Santo teve, até ontem.

Hoje, querem apagar da memória capixaba o nome do ilustre capixaba Eurico de Aguiar Salles do Aeroporto de Vitória pelo nome de Augusto Ruschi

Foi através do Conselho de Representantes da Fecomércio-ES, onde sou secretário executivo, que levei a ideia de se erguer na cidade a estátua em homenagem ao mais austero governador que o Espírito Santo teve até agora: Carlos Fernando Monteiro Lindenberg. Antes, procurei o então prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas, que achou a ideia formidável, mas que eu deveria buscar um local adequado para colocar a homenagem feita pelo empresariado do comércio.

Procurei e achei o local ideal, que é onde hoje se situa o monumento à fundação da cidade, doado pela família Oliveira Santos. Com João Coser, que compareceu à inauguração da estátua em frente ao prédio “Casa do Comércio”, sede da Fecomércio-ES, cheguei a discutir porque a fiscalização da Prefeitura de Vitória não queria que colocasse a homenagem naquele local.

Na administração de Luciano Rezende, tiraram um monumento em homenagem aos 400 anos de fundação de Vitória, defronte ao Centro Cultural Sesc-Glória, na Praça Costa Pereira. No final da administração João Coser, colocaram um “monumento” a “ilustres desconhecidos”. Hoje, querem apagar da memória capixaba o nome do ilustre capixaba Eurico de Aguiar Salles do Aeroporto de Vitória pelo nome de Augusto Ruschi. Ninguém aguenta a classe política.

*O autor é jornalista

 

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