
Sandro Carlesso*
As projeções indicam que a crise econômica no país começa a abrandar. Para os próximos meses, a perspectiva é de retomada lenta e consistente. Mas elas também apontam que só terá espaço nesse novo momento quem dominou as modernas soluções tecnológicas e de gestão, adotando a cultura da inovação.
O mercado imobiliário capixaba tem feito seu dever de casa. Sustentabilidade, produtividade, compartilhamento e tecnologia são algumas referências do mundo moderno cada vez mais incorporadas pelo setor, que se mostra em sintonia com os novos tempos.
Entre as incorporadoras, o novo posicionamento se traduz na busca pelo aumento da produtividade, no uso de tecnologias e no investimento em processos que dão mais qualidade aos seus projetos. Na área de comercialização, o uso de boas práticas, o relacionamento com o cliente e as ferramentas digitais disponíveis são diferenciais já integrados às empresas.
Neste momento pré-eleitoral, seria importante que os candidatos aos cargos do Executivo e Legislativo incluíssem em suas plataformas propostas que contribuíssem para a expansão do setor
Mas se por um lado temos incorporadoras e imobiliárias em sintonia com os novos tempos, por outro, os problemas que enfrentam continuam os mesmos de décadas passadas.
O déficit habitacional, o excesso de burocracia, planos diretores acanhados e desconectados, a insegurança jurídica, os juros ainda elevados, a excessiva carga tributária e a indefinição quanto às reformas estruturais que o Brasil tanto precisa são alguns dos problemas que os empresários do setor precisam ver resolvidos para que a retomada do crescimento econômico seja efetiva, gerando desenvolvimento, renda e emprego para todos.
O mercado imobiliário tem grande relevância na economia capixaba. Além de atender à demanda de moradia da sociedade, ele é grande gerador de empregos. Importante, portanto, que o poder público tenha atenção especial às suas demandas, todas legítimas.
Neste momento pré-eleitoral, seria importante que os candidatos aos cargos do Executivo e Legislativo incluíssem em suas plataformas propostas que contribuíssem para a expansão do setor.
Assim como fizeram os empresários, o poder público precisa se transformar, modernizar e focar no seu cliente, o cidadão. Se sua gestão melhora, a sociedade sente mais confiança para ir às compras. Se o consumo cresce, a economia avança e toda a sociedade se beneficia.
Simples assim.
*O autor é presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-ES)