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Economia

Mercado de trabalho não pode esperar mais

Independentemente de quem saia vitorioso desta eleição, é preciso oferecer mais do que foi oferecido até agora

Publicado em 28 de Outubro de 2018 às 12:10

Públicado em 

28 out 2018 às 12:10
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Fila de desempregados em Campo Grande, Cariacica Crédito: Kaique Dias
“Estou sem perspectiva de nada. Há dois anos busco um emprego.”
“Até consegui um trabalho, mas estou fora da minha área de formação.”
“Não sei quem vai ganhar, só queria que com o novo presidente tivesse mais empregos.”
“Ficar em casa sem dinheiro não dá.”
“Trabalho informalmente, mas quero estabilidade.”
“Nunca pensei que fosse tão difícil voltar ao mercado de trabalho.”
“Quem não tem experiência, mal consegue chegar até uma entrevista.”
“Não aguento mais ouvir: ‘obrigada, qualquer coisa entramos em contato.’”
As frases acima são de brasileiros que engrossam as estatísticas dos quase 13 milhões de desempregados e dos 6,5 milhões de subocupados no país. Muitos estão há tempos desacreditados, mas mesmo assim não desistem. São eles que aguardam horas e formam filas quilométricas quando empresas abrem seleções ou feirões de emprego são realizados.
A esperança é de conquistar uma oportunidade, mesmo que essa esteja longe de ser a vaga dos sonhos. Estar empregado neste momento é o desejo principal. O salário e a realização profissional se tornaram secundários com a crise econômica. Só que esse desalento não pode durar para sempre. E é por meio do voto que milhões de brasileiros vão tentar reverter o quadro recessivo que os acompanha desde 2014.
Hoje, é o dia em que esses trabalhadores vão depositar suas esperanças em um candidato, seja ele Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). E independentemente de quem saia vitorioso desta eleição, é preciso oferecer mais do que foi oferecido até agora. Os brasileiros merecem respostas mais rápidas e consistentes do que as apresentadas pelos candidatos em seus respectivos planos de governo.
Bolsonaro, por exemplo, citou em seu programa a palavra emprego e desemprego 15 vezes. Em todos os casos eram apenas constatações do drama que o país vive ou no máximo promessas de que milhares de vagas serão criadas. Como isso vai acontecer, entretanto, ele não detalha.
O deputado até chega a se valer do liberalismo para justificar que esse é o caminho para geração de renda, emprego, prosperidade e inclusão social. O problema é que a sua trajetória política/ideológica nunca demonstrou a veia liberal que atualmente tentar provar ter.
Aliás, como foi possível acompanhar nesse processo eleitoral, não é só sobre o mercado de trabalho que o candidato do PSL é superficial. Em diversas áreas, mesmo naquelas que são sua bandeira, como segurança, ele é vazio nas proposições.
A verdade é que Bolsonaro tenta ganhar no grito para chamar atenção sobre determinados temas, mas se emudece em argumentos quando é questionado a fundo sobre cada um deles. Sua ausência nos debates no segundo turno só reforça a dificuldade que tem para esclarecer o porquê merece o voto do eleitor.
Fernando Haddad traz mais elementos e saídas em seu programa de governo para reduzir a massa de desempregados. O assunto é citado diretamente pelo menos 55 vezes no documento, no qual o petista trabalha em duas frentes: com um plano emergencial e outro estrutural.
No primeiro, chamado “Meu Emprego Novo”, o candidato promete entre outros pontos a retomada imediata de 2.800 obras paradas no país para resgatar postos de trabalho. Já as proposições para o médio e longo prazo são mais vagas, mas mostram o seu interesse em estruturar um novo projeto de desenvolvimento que, segundo o programa, “passa pela renovação e ampliação da capacidade de produção e consumo”.  
 
O escorregão de Haddad é, ao falar de emprego, prometer revogar a reforma trabalhista, suspender a política de privatização, recuperar o pré-sal e revogar a emenda 95. Ações essas que, se orquestradas em conjunto, dificilmente vão fazer com que ele atinja o seu objetivo de resgatar os brasileiros da informalidade. A tendência é que isso crie ainda mais insegurança e mine a confiança, elemento essencial para recuperar o crescimento.
Como disse anteriormente, os candidatos pecaram no decorrer do processo eleitoral. Não só o mercado de trabalho como vários assuntos urgentes de serem tratados ficaram em segundo plano diante da polaridade que foi travada e da agressividade que se instaurou na política.
Na noite de hoje, a briga das urnas chega ao fim. Mas será só o início do longo caminho que o presidente escolhido terá de percorrer. Espera-se que desta vez haja mais respeito e comprometimento com os milhões de brasileiros. Para isso, é importante que o vencedor entenda que não é possível governar com teses extremadas muito menos baseado em argumentos pouco qualificados.
Atendimento mais perto do consumidor
O Espírito Santo aparece em 1º lugar no ranking nacional dos Estados com maior número de Procons, proporcionalmente. Atualmente, 48,71% dos municípios contam com uma unidade. Junto com o Ministério Público Estadual, o órgão prevê a criação de novos Procons e a reestruturação dos que já existem. Bom mesmo seria o consumidor não ser lesado e poucas unidades serem suficientes para atender as demandas.
Automóveis impulsionam importações no ES
As importações capixabas tiveram de janeiro a setembro um crescimento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Sindiex. O destaque ficou por conta dos automóveis que apresentaram uma alta de 75% (US$ 425 milhões) usando como base a mesma comparação. O aumento na compra de veículos do exterior pode ter ligação com o fim do programa Inovar-Auto – de estimulo à produção nacional – e também com a maior demanda interna, reflexo da retomada gradual da economia. Além dos automóveis, equipamentos eletrônicos de telefonia contribuíram para o avanço das importações. Eles registraram alta de 54%.
No ranking nacional, o ES ocupa a 10ª posição entre os Estados importadores, representando 2,8% de tudo o que chega pelos portos brasileiros. Considerando o litoral que temos, o potencial de participação no comércio exterior é muito maior. Pena que os projetos portuários têm avançado de forma tão lenta.
De bem com os resultados
Sobe - Coluna Beatriz Seixas Crédito: Arte - Marcelo Franco
Duas das grandes empresas com atuação no Estado, Fibria e Vale, divulgaram seus balanços na última semana e registraram lucros superiores a R$ 1 bilhão no terceiro trimestre. Nos dois casos, a desvalorização do real frente ao dólar contribuiu para os resultados.
Em dívida com a saúde
Desce - Coluna Beatriz Seixas Crédito: Arte - Marcelo Franco
O elevado endividamento já traz reflexos para a saúde dos brasileiros. Estudo do SPC Brasil mostra que o atraso nas contas deixou 58% dos inadimplentes mais ansiosos e fez com que 22% desenvolvessem algum vício.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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