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VITOR VOGAS

Max sobre disputar o governo: "Política não se faz sem correr riscos"

Prefeito de Vila Velha não descarta entrar na corrida rumo ao Palácio Anchieta

Publicado em 09 de Fevereiro de 2018 às 13:46

Públicado em 

09 fev 2018 às 13:46
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Max Filho, prefeito de Vila Velha Crédito: Fernando Madeira
Cotado para ser candidato a governador, o prefeito de Vila Velha, Max Filho, afirma que está em um momento de "análise de risco". Após um período de férias, Max (PSDB, por enquanto) voltou a dar expediente nesta sexta-feira (9) na prefeitura. Durante o período em que esteve ausente, ganhou força a especulação de que ele pode deixar o cargo, até o dia 7 de abril, para lançar candidatura ao Palácio Anchieta.
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Cauteloso e um pouco ambíguo, Max Filho não afirma querer concorrer ao governo, mas tampouco descarta essa opção. Diz que, para se decidir, fará "pesquisas", reunirá informações e ouvirá vários agentes políticos. Segundo o prefeito, o movimento de deixar a prefeitura para tentar chegar ao governo envolve um risco muito grande. Ele indica, entretanto, estar disposto a assumir esse risco.
"Política não se faz sem correr riscos. A própria atividade política é um atividade de risco. E só acerta quem está disposto a correr os riscos na vida pública. E mais: quem não corre risco na atividade política não empreende e não dá à luz coisas novas e boas para o povo", diz o prefeito.
Max dá a entender, assim, que pretende manter-se vivo no páreo, até o momento das definições (para ele, no início de abril). Enquanto isso, deve intensificar suas articulações. Tanto que, nesta quinta-feira (8), esteve em São Paulo para conversar pessoalmente com o governador Geraldo Alckmin, presidente nacional do PSDB, aconselhando-se com ele.
Confira, abaixo, a entrevista de Max na íntegra:
O senhor pode mesmo ser candidato a governador?
Não tenho tratado desse assunto. Agora, sou um agente político no uso e gozo dos meus direitos políticos. Posso votar e ser votado. É claro que um movimento como esse é um movimento de risco. Ouvi isso ontem (8) do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Tomei um café com ele lá em São Paulo. Ele falou que o instituto da reeleição no Brasil tem algumas incoerências. Quando ele foi candidato a presidente, em 2006, teve que se afastar do mandato de governador de São Paulo. E teve que concorrer contra o Lula, com a caneta mais cheia na mão, pois não teve que deixar a Presidência. Agora, ele também me disse outra frase que é uma coisa para a gente refletir: na política não se faz só o que se quer; na política, cumpre-se o seu dever.
E o que o senhor quer neste momento?
Olha, não era o meu desejo ter sido candidato a prefeito de Vila Velha. Mas o dever me chamou, diante da ausência de quadros para aquela disputa.
Para o senhor e o seu grupo político, havia a necessidade, acima de tudo, de derrotar Neucimar Fraga?
Não. Havia a necessidade de uma boa gestão. As gestões que me antecederam não foram aprovadas pela população nem pelas urnas. Enfim, eu cumpri o meu dever.
E qual é o seu dever agora?
A missão nasce da pesquisa e da informação. Eu ainda não finalizei as minhas pesquisas sobre a situação política do Estado. Retornei hoje e vou dialogar com as forças vivas da sociedade a respeito do quadro político estadual.
Pelas suas palavras, podemos concluir que o senhor está mesmo considerando a possibilidade de lançar candidatura a governador...
Eu não disse isso. Eu disse que a missão se decide a partir de pesquisa e informação. Vou fazer as perguntas sobre isso. É uma questão de risco. Isso que você falou é uma coisa que não tem povoado o meu imaginário.
Quando o senhor fala em pesquisa, refere-se a uma pesquisa de cenários, intenções de voto etc., feita por algum instituto?
Não. Uma pesquisa fruto do diálogo com as forças vivas da sociedade.
O senhor vai ouvir também os moradores da cidade para sentir como eles reagiriam a essa hipótese de o senhor deixar o mandato para concorrer ao governo?
Olha, não estou com projeto de deixar a prefeitura. Vou dialogar. Tenho sido procurado muito por atores políticos e vou dialogar com essas pessoas.
O senhor falou em risco. Que esse movimento seria muito arriscado. Está disposto a assumir esse risco?
Política não se faz sem correr riscos. A própria atividade política é um atividade de risco. E só acerta quem está disposto a correr os riscos na vida pública. E mais: quem não corre risco na atividade política não empreende e não dá à luz coisas novas e boas para o povo.
E no PSDB, o senhor fica ou está decidido a sair do partido?
A gente disputou uma convenção. Não fomos felizes apesar de termos tido um bom desempenho diante das limitações do quadro. Já me reuni, após a convenção, com aquele grupo que esteve comigo na chapa "PSDB Autêntico". E o grupo que disputou a eleição comigo tem refletido sobre o quadro político. Minha própria ida a São Paulo ontem foi fruto dessa reflexão, levando ao presidente nacional do partido as informações do Espírito Santo, do quadro partidário. Sobre sair do partido, não temos decidida essa questão.
Mas o senhor cogita sair?
Alguns companheiros estão mais aflitos que eu, pois eles disputam eleição. O próprio Luiz Paulo, que disputa a eleição este ano (a deputado federal), e alguns que são pré-candidatos a deputado estadual. Alguns estão incomodados. Tenho dialogado com todos e buscado manter o grupo unido.
Como o senhor avalia as declarações do ex-governador Max Mauro, que defendeu o lançamento de sua candidatura ao governo? Na entrevista dada à coluna na semana passada, ele disse que o senhor não pode deixar de ser candidato a nada, que sua candidatura seria boa para Vila Velha e representaria uma alternativa e uma oportunidade de mudança.
O autor dessas palavras é uma pessoa que para mim é muito cara. Vamos voltar a conversar hoje mais tarde. É uma pessoa que eu amo e tenho certeza que ele devota por mim um amor filial. E estou refletindo sobre as palavras dele.
Ele já havia manifestado essa posição pessoalmente para o senhor ou a entrevista dele o pegou de surpresa?
Ele já tinha falado comigo particularmente. Mas, a partir do momento em que ele dá publicidade a essa opinião, essas coisas têm me feito pensar. Tenho refletido sobre a entrevista e sobre as palavras dele.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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