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Vitor Vogas

Max Filho no muro

O prefeito de Vila Velha está tucanando e permanece em cima do muro na eleição ao governo do Estado

Publicado em 03 de Setembro de 2018 às 21:54

Públicado em 

03 set 2018 às 21:54
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas
Crédito: Amarildo
Desconfortável na pele e na plumagem de tucano, Max Filho nunca entrou 100% no PSDB, mas parece que o partido entrou nele. O prefeito de Vila Velha está tucanando e permanece em cima do muro na eleição ao governo do Estado.
Na Grande Vitória, Juninho (PPS), Audifax (Rede) e Gilson Daniel (Podemos) estão com Rose de Freitas (Podemos). Já Luciano Rezende (PPS) está com Renato Casagrande (PSB). Max é o único cujo apoio segue desconhecido.
A tendência natural seria que Max apoiasse Casagrande, pois seus três candidatos a deputado federal estão na coligação do ex-governador: Jorge Carreta (Avante), Reginaldo Almeida (PSC) e Vasco Alves (PPL). Mas o prefeito está mordido pelo fato de Casagrande ter aceitado acolher Neucimar Fraga (PSD) na mesma coligação, na última hora.
Analisando os fatos pela ótica de Max, Casagrande teve nas mãos a chance de “pisar na cabeça” de Neucimar, mas a desperdiçou. Se o ex-governador tivesse negado guarida ao ex-prefeito de Vila Velha, a eleição deste à Câmara Federal poderia ter ficado mais difícil. E evitar o triunfo do desafeto é tudo o que Max deseja nesta eleição estadual, já pensando em 2020. Até porque uma nova derrota eleitoral de Neucimar (a 4ª seguida) comprometerá bastante o futuro político dele.
Casagrande não compareceu ao evento de inauguração do comitê de Neucimar, em Vila Velha, no último dia 27 (na mesma hora, tinha a sabatina da Transparência Capixaba Jovem). Já no de Carreta, em 20 de agosto, fez questão de comparecer. Mas nessa ocasião não ouviu declaração de apoio por parte de Max.
Síndrome de Temer
Deve ser a “síndrome de Temer”, mas, para alguns candidatos, a obediência ao mandamento “não puxarás o meu tapete” virou qualificação mais que suficiente para a escolha do companheiro de chapa. Disse Carlos Manato (PSL) à CBN, ao explicar os critérios de escolha do seu vice, o empresário Rogério Zamperlini (PSL): “Ele é meu amigo, é leal e não vai querer meu cargo. É a mesma linha do Manato. Não vai querer dar um golpe no Manato”.
A outra face
Com ampla vantagem sobre os oponentes, como atesta pesquisa Futura publicada por A GAZETA no último domingo, Casagrande decidiu de antemão não revidar ataques nem críticas que podem se intensificar ao longo da campanha. As críticas até aqui têm partido mais de Aridelmo Teixeira (PTB). O ex-governador acredita que o empresário está no páreo para isso.
Abrace o Aridelmo
Nos debates, porém, Casagrande evita acusar os golpes do adversário, finge que não o escuta e ainda o abraça no final. Ou seja, a tática é “Abrace o Aridelmo”. Por extensão, o Paulo.
Aqui, Magno vai mal
Na última quinta, publicamos, no Gazeta Online, a 1ª parte da nossa entrevista com Magno Malta (PR), na qual ele declarou que pode ser ministro em um governo Bolsonaro, ou até presidente do Senado. No Facebook do Gazeta Online, esse post alcançou, até segunda-feira (03), 302 comentários, 91 compartilhamentos e 604 reações – a grande maioria negativa à ideia: carinhas gargalhando, raivosas ou espantadas.
Aqui, vai bem...
A assessoria de Magno também postou o link da entrevista na página oficial do candidato. Ali, em território amistoso, foram 6,7 mil reações. Quase todas positivas: curtidas e coraçõezinhos.
Sincericídio
Na última terça, sabatinada pela CBN, Rose cometeu um sincericídio. Perguntamos à candidata ao governo se não faz mais sentido, para aprofundar o trabalho de liberação de recursos federais, que ela permaneça no Senado, trabalhando a semana inteira em Brasília, onde reconhecidamente tem bom trânsito. Mesmo porque, lembramos, Rose tem mais 4 anos de mandato e seu 1º suplente, Luiz Pastore (MDB), é empresário de São Paulo.
“Talvez”
Rose reconheceu: “É, olhando pela ótica que você fala, talvez”. Ué, nesse caso...
Sincericídio 2
Os freudianos talvez o diriam “ato falho”, mas chamaremos de sincericídio mesmo. O advogado André Moreira (PSOL) foi candidato duas vezes à presidência da OAB-ES, em 2009 e 2012, a senador em 2014, a prefeito de Vitória em 2016 e agora a governador. Perguntamos a ele, na sexta, em entrevista à CBN, se será candidato em 2020. “Eu vou ser candidato, é provável. Se eu estiver vivo até 2020, eu serei candidato.” Nas entrelinhas, a resposta pode ser interpretada como admissão antecipada da derrota na presente eleição.
Visualizações
Até as 19h de segunda-feira (03), esta era a audiência das sabatinas da CBN com os candidatos ao governo do Estado, na página do Gazeta Online no Facebook: Jackeline Rocha (PT): 18 mil visualizações; Rose: 17 mil; Manato (PSL): 7,5 mil; Casagrande: 12 mil; André Moreira: 3,1 mil; e Aridelmo: 7 mil.
Muito prazer
No programa eleitoral de Jackeline levado ao ar segunda (03), Haddad afirma que ele e Lula conhecem bem a candidata. Mas, na legenda da fala do ex-prefeito de SP, o nome dela foi escrito incorretamente: Jaqueline. Faltou esmero, hein!

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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