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Vitor Vogas

Manato mostra sua nova força e quer emplacar Marcos Guerra no governo

Chamado por Bolsonaro de "Baixinho", deputado adquire nova estatura política, ganha cargo no próximo governo, vence eleição no Sebrae-ES e admite já trabalhar para emplacar dois aliados no próximo governo: Marcos Guerra e Amarildo Lovato, ambos do PSL

Publicado em 18 de Dezembro de 2018 às 20:20

Públicado em 

18 dez 2018 às 20:20
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Praça Oito - 19/12/2018 Crédito: Amarildo
Primeiro capixaba a fazer parte da equipe de Bolsonaro, o deputado federal Carlos Manato (1,62 m de altura), embora derrotado na última eleição ao governo estadual, saiu do pleito bem maior do que entrou politicamente. Em novembro, foi confirmado no cargo de secretário especial para Câmara Federal. A proximidade com Bolsonaro, o trânsito livre na equipe de transição e o upgrade em sua influência política já têm rendido resultados práticos a ele mesmo e a seus diletos aliados.
No último dia 13, Manato foi eleito presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae-ES, para o mandato 2019-2022 – em eleição marcada por um inédito racha entre as federações estaduais de empresários e por acusações de traição e manobras nos bastidores.
A inesperada vitória de Manato contou com a participação decisiva de dois de seus principais aliados: o ex-presidente da Findes e atual presidente do CDE do Sebrae-ES, Marcos Guerra, e o presidente da Faciapes (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Espírito Santo), Amarildo Lovato.
Assim como Manato, Guerra e Lovato são filiados ao PSL, partido de Jair Bolsonaro. Lovato é o presidente estadual do partido. Guerra foi candidato a deputado federal pelo PSL na última eleição, tendo ficado na terceira suplência de sua coligação (PSL/PR/PRB).
Manato agora confirma que está fazendo gestões junto à equipe de transição de Bolsonaro para conseguir emplacar os dois aliados – decisivos em sua eleição no Sebrae-ES – em cargos de projeção nacional no próximo governo, no que estiver ao seu alcance. Questionado se há chance de Guerra assumir um cargo, ele responde: “Se depender de mim, sim. É do bem, foi presidente da Findes, do Sebrae-ES e empresário”.
Um dos cargos vislumbrados para Guerra é o comando do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), conforme admite Manato. Mas essa não é a única opção no radar. “Pode ser. Estamos conversando. Eu gostaria de algo nacional”, diz Manato. Segundo ele, o ex-presidente da Findes também pode ser encaixado em cargo de direção nacional do Sesi. Se não for possível emplacar o aliado em um cargo nacional, completa, uma alternativa para Guerra pode ser a direção estadual da Codesa.
Mas os planos ambiciosos de Manato também incluem Lovato. Para este, o deputado almeja a direção nacional do Inmetro. Desde maio deste ano, Lovato é o diretor-geral do Ipem-ES, órgão delegado do Inmetro no plano estadual e vinculado à estrutura do governo do Estado. Segundo Manato, o trabalho do aliado agradou muito ao governador Paulo Hartung.
Manato diz já ter feito uma primeira conversa com o futuro secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, ao qual o Inmetro ficará subordinado no governo Bolsonaro. “O Amarildo Lovato ainda está à frente do Ipem. Acho que ele pode ir para o Inmetro, por sua experiência e sua competência. O Carlos da Costa foi muito acessível. Ele está com a gente na transição, ouve a gente. Sabe que não vamos botá-lo numa fria. Não vamos nomear alguém sem competência técnica.”
Manato reconhece que Guerra foi decisivo em sua apertada vitória (7 a 6 contra José Lino Sepulcri) na eleição para a presidência do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-ES, já que o aliado foi quem deu o último voto (o de Minerva). “Sim, ele foi decisivo, porque desempatou a votação. Estava seis a seis e ele deu o voto de desempate.”
Além de Guerra (que votou como um dos dois representantes da Findes), Manato diz ter contado com o apoio da Findes (representada na votação por seu presidente, Leo de Castro) e do Sebrae Nacional (representado na votação por Magali Albuquerque).
ENTENDA O CASO
Treze votos
A escolha do próximo presidente do CDE do Sebrae-ES, atualmente presidido por Marcos Guerra, foi feita pelo voto dos integrantes do colegiado da entidade no Espírito Santo. O colegiado é composto pelos representantes de 12 instituições (a Findes/Ideies tem direito a dois votos). Treze votos, portanto.
Faciapes
Uma dessas instituições é a Faciapes, presidida por Amarildo Lovato, presidente estadual do PSL e aliado de Manato. O deputado aderiu à Faciapes e tornou-se representante da referida federação no conselho de representantes do Sebrae-ES, substituindo Lovato.
Guerra: voto de Minerva
O placar ficou 7 a 6 para Manato contra o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri. Na ordem de votação, determinada por sorteio, Marcos Guerra foi quem deu exatamente o último voto, que acabou sendo o do desempate.
Com Manato
Os sete votos de Manato foram o da Faciapes (ele mesmo); os dois da Findes (Guerra e Leo de Castro); o do Bandes (banco do governo estadual) e o de três instituições federais: Ufes, Banco do Brasil e Sebrae.
Com Sepulcri
Já Sepulcri ficou com seis votos: o da Fecomércio (ele mesmo), o da Fetaes, o da Fetransportes, o da OCB, o da Caixa Econômica Federal e o da Aderes (agência do governo estadual).
Votos virados
Nos bastidores, a informação é a de que Manato entrou na disputa com apenas três votos: o seu próprio e os da Findes – e não faltam alegações de que a Findes teria “traído as outras federações”. Chegou a sete e garantiu a vitória virando quatro votos. Três foram os dos representantes do BB, da Ufes e do Sebrae, por meio de gestões realizadas na ponte com Brasília (olha a influência dele já aparecendo). Os representantes da Ufes e do Sebare alegaram que votaram por orientação dos superiores.
Bandes
O último voto inesperado, determinante para o placar final, é também o mais intrigante: o de Aroldo Natal Silva Filho, diretor-presidente do Bandes.
MANATO ECONOMIZA
Indiferente às repercussões nos bastidores, Manato já trabalha e se prepara para assumir o cargo. Diz que a posse já tem data: dia 2 de janeiro, às 10h, na sede do CDE, na Enseada do Suá. Segundo ele, o orçamento do Sebrae-ES previa R$ 80 mil para a cerimônia de posse, mas ele não gastará um centavo.
ARREGAÇANDO AS MANGAS
Ele também conta que já pediu ao presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a inclusão do Espírito Santo no Projeto Nacional de Empreendedorismo feminino, que contemplará dez Estados e o Distrito Federal.
CENA POLÍTICA
Apesar de estar em ótima fase política, Manato está desconsolado. É que ele não poderá comparecer à diplomação da esposa, Soraya Manato (PSL), hoje, no TRE-ES. Hoje também tem sessão na Câmara (a última da legislatura), e ele não quer perder a invencibilidade. “Quero sair pela porta da frente.” O deputado não faltou a nenhuma sessão plenária no atual mandato e se orgulha muito dessa marca.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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