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Confira entrevista

Majeski: "PSB me garante qualquer possibilidade de candidatura"

Deputado estadual sai de um dos principais partidos que dão sustentação ao governo para entrar numa sigla que representa a oposição

Publicado em 05 de Abril de 2018 às 13:30

Públicado em 

05 abr 2018 às 13:30
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

O deputado estadual Sergio Majeski assina a ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) neste sábado (07), às 10 horas, em ato político na sede do partido, em Vitória.
A mudança é significativa. Majeski sai do PSDB, partido que é um dos alicerces do governo Paulo Hartung (PMDB), e se transfere para a agremiação política liderada pelo principal opositor de Hartung no Estado, o ex-governador Renato Casagrande. Ou seja, sai de um dos principais partidos que dão sustentação ao governo para entrar numa sigla que representa, hoje, a oposição no Espírito Santo.
Crédito: Amarildo
Nesta entrevista, Majeski confirma que entra no PSB para ser candidato a uma das duas vagas em jogo no Senado. Acha que pode haver espaço, sim, para ele e Casagrande na mesma chapa, mesmo estando os dois no mesmo partido. E praticamente descarta a ideia de ser escalado para candidato a vice-governador na chapa de Casagrande.
Confira a entrevista completa.
O senhor será candidato a quê?
Eu acho que o PSB é um partido que me garante qualquer possibilidade de candidatura. Mas a princípio eu vou ser candidato ao Senado pelo PSB.
O PSB, no entanto, já tem pré-candidato a governador do Estado: o ex-governador Renato Casagrande, que se lançou há dez dias. Em tese, isso pode dificultar a inclusão do senhor na mesma chapa majoritária, como candidato ao Senado, pois a chapa ficaria com dois nomes de peso do mesmo partido, o PSB. O partido ocuparia muito espaço, em detrimento de siglas aliadas...
Olha, isso nunca foi ventilado, nas várias conversas que eu tive com Casagrande. Isso nunca foi colocado como um impedimento.
E o senhor acha que a candidatura de Casagrande é mesmo irreversível?
No Brasil, em se tratando de política, até o passado é incerto, quanto mais o futuro… Agora, eu sinto que Casagrande está muito determinado. A partir do dia 7, se ele não for candidato a governador, como é que vai ser então? Que arranjo vai ser feito? Ele me parece bem determinado.
E esse anúncio de Casagrande, confirmando pré-candidatura ao governo estadual, ajudou-o a se decidir pelo PSB?
Pesou, mas não acho que isso tenha sido decisivo.
O que foi mais decisivo, então?
Tenho tido conversas muito boas com Casagrande há muito tempo. Temos conversado com muita frequência e internalizado vários pontos. Acho que essas conversas todas foram muito importantes para esta decisão que agora tomo. Desde o começo, tudo o que a gente conversou se manteve. Foi sempre a mesma conversa. As primeiras conversas, mais informais, se deram antes da eleição da Executiva estadual do PSDB (órgão diretivo do partido no Espírito Santo). Também falei com Foletto (o deputado federal Paulo Foletto) e com parte da Executiva do PSB, tudo antes da eleição da Executiva do PSDB, em novembro. Depois disso, intensificamos as conversas.
Casagrande tem falado muito em um “novo projeto” e em um “novo movimento”. Enfatizou essas expressões ao anunciar candidatura ao governo. Mas é um “novo projeto” liderado por políticos veteranos, inclusive ele próprio. Fala-se, por isso, que a vaga de vice-governador na chapa poderia ser oferecida ao senhor, para suprir esse “déficit de novidade”. A ideia lhe agrada?
Nunca me animei com essa ideia. A possibilidade é próxima a zero.
E do ponto de vista ideológico, o senhor se vê sintonizado com o PSB?
É impossível você dizer que estará num partido e que concordará 100% com o que o partido defende. Não existe essa concordância de 100%. Acho que o PSB teve um grande ganho nacional com a possível filiação do Joaquim Barbosa. É um bom sinal. E acho que o PSB tem um histórico bacana, se você pensar desde a época do Miguel Arraes. Mas não sei se, depois que eu estiver lá, vou me sentir 100% à vontade. Em todo partido, sempre tem questões com as quais você não concorda, mas isso seria em qualquer partido. Concordo com boa parte dos posicionamentos do PSB. No Espírito Santo, vejo que muita gente da militância do PSB se identifica comigo e com meu trabalho. Fui dar palestra outro dia para a juventude do partido e fui muito bem recebido. Acho que serei muito bem acolhido lá.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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