
Jossyl Cesar Nader*
Há algumas décadas, o diploma de uma boa faculdade bastava para que o recém-formado encontrasse uma oportunidade de emprego. Geralmente, surgia mais de um convite e o novo profissional optava pela melhor colocação ou remuneração. Hoje, o cenário é outro, cheio de condições adversas para quem pretende ingressar no mercado sem experiência profissional. Uma das saídas para os jovens é o investimento no empreendedorismo. Contudo, o número de empreendedores no país poderia ser muito maior se as escolas brasileiras estimulassem mais essa cultura.
A maioria dos jovens desconhecem como obter um financiamento bancário, ou mesmo que muitas universidades contam com incubadoras de empresas, uma eficiente alavanca para iniciar o próprio negócio.
O aumento de jovens à frente dos negócios é bastante positivo para o país, pois eles aprendem rápido a anteciparem os problemas, são criativos ao apresentar soluções e não têm medo de ousar. Abrir uma empresa pode ser a maneira encontrada para fugir do desemprego e construir uma carreira de sucesso. Como empreendedor, cria-se suas próprias vagas de emprego, além de novos postos de trabalho, participando ativamente do desenvolvimento do país e da melhoria da empregabilidade.
A maioria dos jovens desconhecem como obter um financiamento bancário, ou mesmo que muitas universidades contam com incubadoras de empresas, uma eficiente alavanca para iniciar o próprio negócio
Com um histórico de 50 anos no Brasil e 35 no Espírito Santo, o CIEE sempre defendeu a necessidade de estimular o espírito empreendedor dos estudantes oferecendo gratuitamente palestras e cursos que incluem estes conceitos.
Por isso, a instituição acredita no estágio como modalidade para transmitir a cultura empreendedora aos jovens. O conhecimento adquirido nessa fase do processo educacional pode ser a porta de entrada para um futuro de liderança e dedicação no mundo dos negócios, seja nos serviços, no comércio ou na indústria.
A oportunidade de vivenciar, na prática, as experiências que os estudantes terão mais à frente servirá para a formação profissional, encorajando-os a tentar, fazer e agir. Talento não falta. O que precisamos é criar condições suficientes para que, cada vez mais, os jovens se sintam seguros para ousar.
*O autor é superintendente executivo do Centro de Integração Empresa Escola do ES