Adolescentes suspeitos de envolvimento com facções e que estiverem cumprindo medidas socioeducativas terão de receber escolta reforçada quando precisarem se deslocar, seja para consultas médicas, audiências na Justiça ou outras situações emergenciais. A medida está prevista em decreto publicado nesta sexta-feira (10) no Diário Oficial do Estado.
Segundo consta no texto, deverá haver um veículo adequado para a condução do adolescente em conflito com a lei, acompanhado do veículo de escolta com a devida caracterização da Gerência de Segurança e Proteção à Pessoa (Gesp) do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases). A operação dessa condução deverá ser planejada pela Gesp e deverá contar com, no mínimo, dois agentes para cada socioeducando nestas situações.
Caberá ao gestor da Unidade de Internação a solicitação de escolta armada da Polícia Militar, respeitada a legislação vigente, como forma de segurança e acompanhamento do veículo de condução do adolescente.
Não raro são os casos de garotos que são resgatados em idas a fóruns ou consultas médicas. Esses resgates acabam sendo facilitados pelo fato de os agentes socioeducativos não terem permissão para trabalhar com armas de fogo.