Foto da moqueca capixaba, a única escolhida da mais famosa iguaria do ES para constar no banco de imagens do Ministério do Turismo.Crédito: Marcelo Moryan
O Espírito Santo foi incluído no banco de imagens batizado de “MTur Destinos”, criado pelo Ministério do Turismo para auxiliar destinos turísticos a mostrarem seus atrativos para o mundo. As imagens foram registradas por sete fotógrafos capixabas coordenados por Vitor Jubini (A GAZETA). Ao todo são 360 fotos de Vitória e outros 10 municípios: Alfredo Chaves, Anchieta, Castelo, Conceição da Barra, Domingos Martins, Guarapari, Linhares, Serra, Venda Nova do Imigrante e Vila Velha.
É só clicar
O acervo, que já está disponível no Flickr, reúne os principais destinos de lazer por meio de fotos da cultura, gastronomia, arquitetura e natureza de 169 cidades brasileiras. Todo o material é 100% gratuito para download e utilização das imagens.
Constatação
Onde menos se trabalha, mais se decreta ponto facultativo.
Alguma dúvida?
Mensagem exibida pelo navegador quando um internauta tentou acessar o site da Receita Federal para fazer sua declaração de Imposto de Renda: “Cuidado! Podem estar querendo te roubar!”
O livro do silêncio
O escritor Anaximandro Amorim lança “O Breviário do Silêncio”, seu novo livro de poemas, nesta quarta-feira, às 19h, no Cousa Bar Café (Rua Sete, Centro de Vitória).
Que mundo é este?
Vejam que curioso: se você digitar Rui Barbosa e Hermes da Fonseca no Google, em vez de aparecerem imagens da Campanha Civilista (1909), em que os dois competiram pela Presidência da República, surge a atriz Marina Ruy Barbosa vestindo uma bolsa de uma marca famosa.
Que país é este?
Veja o salário médio de aposentadoria do trabalhador brasileiro, segundo o “Valor Econômico”:
Setor privado – R$ 1,3 mil
Poder Executivo – R$ 7 mil
Legislativo – R$ 16 mil
Judiciário – R$ 27 mil.
Sem força
Apagões, queda brusca de energia, oscilação na rede: não é fácil ser cliente da EDP no Espírito Santo.
Livro na praça
Marcilio Machado lança seu livro “Repensando o Brasil”, no dia 9, em São Paulo. O prefácio é de Arthur Carlos Gerhardt Santos, ex-governador do Estado e fundador do Sindiex, entidade presidida por Marcilio.
Ponto do Livro
O Tribunal de Contas do ES instalou um espaço na sua recepção para que servidores e visitantes troquem e doem obras literárias.
Morremos de inveja
O governo alemão vai construir “autobahns” para as bikes. A meta é interligar as regiões metropolitanas do país através do pedal.
Alô, capixabas!
O que virá primeiro: a paz total entre as Coreias ou a conclusão das obras da Leitão da Silva?
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MINIENTREVISTA
"O PAÍS PERDERIA SEM A JUSTIÇA DO TRABALHO"
O presidente do Tribunal Regional do Trabalho-ES, Mário Ribeiro Cantarino Neto, defende a Justiça do Trabalho e alerta: o imposto sindical não pode ser cobrado por decisão judicial. Amanhã, a coluna entrevista um sindicalista.
Afinal, o imposto sindical pode ser cobrado por decisão judicial?A nova Lei Trabalhista não está valendo?
Claro que não! O imposto sindical não pode ser cobrado por decisão judicial. A nova lei trabalhista está valendo, a menos que o tribunal declare a inconstitucionalidade de alguma de suas normas. Contudo, para garantir a segurança jurídica e o império da lei, a prudência recomenda aguardar o posicionamento do STF, que exercerá o controle concentrado de constitucionalidade.
A Justiça e as leis trabalhistas estão conseguindo dar conta das novas relações de trabalho?
Sim. Nem todas as relações de trabalho são regidas pela CLT. As distinções entre diversas modalidades contratuais já são feitas habitualmente. Com a nova lei trabalhista não é mais possível expandir o modelo de relação de emprego a outras formas de contrato.
Há quem defenda a extinção da Justiça do Trabalho, por desnecessária. O que o sr. acha disso?
Acho que é uma opinião equivocada. A Justiça do Trabalho é uma instituição sólida, implantada em todo o território nacional, extremamente eficiente, totalmente informatizada e dotada de um quadro altamente qualificado de magistrados e de funcionários. A Justiça do Trabalho exerce uma função insubstituível de pacificação social. O Brasil perderia muito com a extinção da Justiça do Trabalho.
Segundo o CNJ, em 2016 foram gastos RS 15,9 bilhões com 56,3 mil servidores da Justiça do Trabalho. E 93,5% do orçamento é gasto com pessoal. Não é muito?
Desde a Constituição de 1988, houve um crescimento da estrutura da Justiça do Trabalho correlato ao crescimento vertiginoso do número de processos. O amplo acesso à justiça facilitou a crescente judicialização. Agora, com o fim da gratuidade da justiça como regra generalizada, se houver redução de demandas trabalhistas, a Justiça do Trabalho estará preparada para assumir novas competências. Enfim, a Justiça do Trabalho está a serviço do país.
Leonel Ximenes
Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.