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Comportamento

O sono da infância

Na primeira infância as crianças demonstram sonolência através dos bocejos, choro, irritabilidade, costumam pedir colo e coçam os olhos

Publicado em 11 de Julho de 2022 às 02:00

Publicado em 

11 jul 2022 às 02:00
Adrieli Borsoe

Colunista

Adrieli Borsoe

criança dormindo
Os bons hábitos de sono melhoram a imunidade Crédito: Freepik
O sono é um dos principais processos fisiológicos para a manutenção da vida e passamos um terço dela dormindo. Há uma flutuação nessa proporção de acordo com a idade, conforme o tempo passa, ocorre uma tendência à diminuição da quantidade de horas necessárias.
Uma criança passa 40% da infância dormindo e até os dois anos pode passar mais tempo dormindo do que acordada. Antes disso, enquanto ainda somos um feto, dormir é uma atividade primária e extremamente importante. O período perinatal, que vai de 22 semanas de gestação até 7 dias de nascido, marca um padrão de sono dentro de um relógio biológico com menos de 24 horas. No período neonatal, que compreende as quatro primeiras semanas de vida, já nos enquadramos no ritmo circadiano, equivalente a 24 horas, mas ainda não há distinção entre luz e escuridão para regularização.
Até os 3 meses de vida há necessidade de 16 à 20 horas de sono por dia, contribuindo enormemente para o desenvolvimento e crescimento e depois até os seis meses começa a habituar a vigília. Além disso, nessa idade o sono REM dura 30% do tempo total de sono, auxiliando no desenvolvimento cerebral. Até um ano de vida a quantidade de horas dormindo chega à 12 horas por dia, tendo até quatro cochilos durante o dia. Nesta fase as rotinas de sono ainda podem ser desenvolvidas e isso auxilia diretamente na aprendizagem da criança.
Na primeira infância as crianças demonstram sonolência através dos bocejos, choro, irritabilidade, costumam pedir colo e coçam os olhos. Os comportamentos dos bebês e crianças refletem diretamente a arquitetura dos hábitos da família, por isso é importante a geração de uma rotina de sono, respeitando a demanda das mamadas, ajustando o relógio biológico de acordo com a idade.
Os bons hábitos de sono melhoram a imunidade, aprendizagem, regulação das emoções, ajuste do apetite, melhora do humor e diminuição do estresse. Além disso, uma criança que dorme permite o descanso também dos pais, resultando numa rotina mais harmoniosa. Quando a regulação da rotina da casa e da família não estão sendo suficientes, é preciso entender que problemas físicos ou psíquicos podem estar interferindo para o sono de qualidade.

Adrieli Borsoe

É Fisioterapeuta, acupunturista e especialista em avaliação e tratamento de dor crônica pela USP. Entende a saúde como um estado de equilíbrio para lidar com as adversidades da vida de forma mais harmônica

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