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Transporte

A volta do Porta a Porta

Foi graças à luta de mães que dependem do transporte para manter seus filhos na rotina, que conseguiram minimizar os danos causados com a suspensão do serviço e ainda melhorar a qualidade do mesmo

Publicado em 29 de Junho de 2022 às 19:38

Publicado em 

29 jun 2022 às 19:38
Mariana Reis

Colunista

Mariana Reis

Ônibus
Manter o serviço e melhorá-lo significa uma conquista Crédito: Shutterstock
A volta do programa de transporte para as pessoas com deficiência de Vitória, o Porta a Porta, merece ser reconhecida. Em meio ao cenário de projetos obtusos, enfraquecimento do movimento, descaso com as políticas públicas na área, que afetam em cheio a prática do diálogo e a efetivação das ações, manter o serviço e melhorá-lo significa uma conquista.
Foi graças à luta de mães que dependem do transporte para manter seus filhos na rotina, que conseguiram minimizar os danos causados com a suspensão do serviço e ainda melhorar a qualidade do mesmo. Buscar soluções para os inevitáveis percalços da vida urbana não deveria ser responsabilidade dessas famílias, que se viram por mais de três meses sem poder se locomover.

Por uma vivência mais humana

Que as barreiras técnicas e operacionais possam ser antecipadas pelos gestores que cuidam do sistema e que os quatrocentos e dezenove cidadãos que utilizam o Porta a Porta fortaleçam o caminho para uma vivência mais humana.
É muito bom saber que agora serão seis veículos para atender a demanda. Essa amplitude na questão da mobilidade urbana, assim como sua complexidade, definem um problema importante no planejamento da cidade e, portanto, reorganizar e repensar o projeto dos táxis acessíveis também deve ser prioridade. Os táxis acessíveis são um outro meio de locomoção na cidade de Vitória para quem usa cadeira de rodas. Já foram onze em circulação, agora são apenas dois.

Uma sociedade inclusiva dispensa o capacitismo

O capacitismo, que pode até ser uma palavra estranha na vida e na língua portuguesa, mas que cresce no Brasil, se consolida como uma marca do preconceito contra pessoas com deficiência. Está ligada à capacidade ou incapacidade que se projeta nas pessoas. Uma atitude que os gestores insistem em perpetrar na gente. A aceitação das diferenças individuais e da valorização da diversidade humana fazem parte de uma sociedade que se propõe inclusiva.
Além dos espaços adequados para todos, se deve enfatizar a importância do pertencer, conviver, cooperar e da contribuição que todas as pessoas podem dar para elevar a vida em comunidade. A inclusão das pessoas com deficiência urra para se manter, mas a esperança anda lado a lado com a busca de uma vida mais justa, com bem-estar e mais satisfatória. Boa viagem!

Mariana Reis

Mariana Reis é mestranda em Sociologia Política, Administradora , TEDex, Colunista e Personal Trainer

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