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Cultura

Semana Mundial do Brincar destaca a inclusão e o poder dos encontros na infância

Com o tema “A Potência dos Encontros”, edição 2026 aposta em atividades interativas e experiências sensoriais com água
Portal Edicase

Publicado em 25 de Maio de 2026 às 14:52

Semana Mundial do Brincar retorna com programação que reforça o brincar livre como ferramenta de desenvolvimento e inclusão (Imagem: Rawpixel.com | Shutterstock)
Semana Mundial do Brincar retorna com programação que reforça o brincar livre como ferramenta de desenvolvimento e inclusão Crédito: Imagem: Rawpixel.com | Shutterstock
A Semana Mundial do Brincar (SMB), realizada anualmente pela Aliança pela Infância, retorna em 2026 entre os dias 23 e 31 de maio com uma programação dedicada a reforçar a importância do brincar livre como ferramenta de desenvolvimento e inclusão. Neste ano, o tema “A Potência dos Encontros” convida famílias, educadores e comunidades a refletirem sobre as conexões entre crianças, adolescentes e adultos, valorizando diferentes culturas, territórios e formas de viver a infância.
Dentro da programação da Semana Mundial do Brincar, a Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual – promove, entre os dias 25 e 28 de maio, uma agenda especial no Centro de Ludicidade Brincanto, espaço voltado ao desenvolvimento infantil por meio do brincar inclusivo. Inspiradas pelo tema deste ano, as atividades terão a água como elemento central, convidando as crianças a explorar sensações, investigar possibilidades e vivenciar experiências coletivas que fortalecem a inclusão e o aprendizado.
“As atividades com água ampliam as possibilidades de experimentação sensorial e tornam o aprendizado mais significativo. De forma leve e divertida , as crianças podem explorar propriedades físicas, desenvolver noções de cuidado com o meio ambiente e fortalecer experiências de cooperação e convivência”, explica Anderson Almeida, assistente social da Laramara.
Segundo ele, as ações também incentivam a interação, a expressão de sentimentos e o fortalecimento de vínculos, além de estimular a coordenação motora, a percepção corporal e o desenvolvimento cognitivo e social de crianças e adolescentes com deficiência visual. “É por conta de experiências lúdicas como as propostas na Semana Mundial do Brincar que se iniciam processos essenciais, como socialização, construção de regras de convivência e desenvolvimento físico e emocional”, completa.

Atividades que estimulam inclusão, criatividade e cooperação

A programação reúne brincadeiras e dinâmicas que estimulam diferentes habilidades de forma acessível e divertida. Entre as atividades, estão bexigas d’água, bolhas de sabão, corrida de esponjas, boliche aquático, limbo aquático, escorregador, caça ao tesouro aquática e desafios com balões.
Além disso, circuitos com copos, tubos de PVC e bolas de pingue-pongue incentivam competências como estratégia, comunicação, orientação espacial e resolução de desafios em grupo. “Todas as atividades foram planejadas para dialogar com o tema da Semana Mundial do Brincar 2026, promovendo encontros significativos que favorecem interação, troca de experiências e construção coletiva de forma acessível e inclusiva”, destaca Anderson Almeida.
Quando crianças brincam juntas, elas fortalecem vínculos e aprendem com a diversidade (Imagem: Sunshine Seeds | Shutterstock)
Quando crianças brincam juntas, elas fortalecem vínculos e aprendem com a diversidade Crédito: Imagem: Sunshine Seeds | Shutterstock

Impacto que inspira

A Semana Mundial do Brincar reforça o compromisso com uma infância plena, em que o brincar é reconhecido como um direito essencial ao desenvolvimento humano. Ao colocar os encontros no centro das ações, o movimento inspira educadores, famílias e toda a sociedade a ampliar tempos, espaços e oportunidades para experiências lúdicas significativas.
“A ação deixa um recado claro: quando crianças brincam juntas, fortalecem vínculos, aprendem com a diversidade e contribuem para a construção de ambientes mais acessíveis, humanizados e acolhedores. Esse é um direito inegociável na infância”, finaliza Anderson Almeida.
Por Leonardo Sandoval

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