O mercado imobiliário capixaba tem mantido o ritmo de crescimento iniciado em 2020, e regiões já consolidadas, principalmente na Grande Vitória, estão entre as que mais recebem empreendimentos. O censo mais recente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES) mostrou a liderança de Vitória na quantidade de lançamentos e de unidades, ultrapassando Vila Velha, que estava no topo do pódio no ano anterior.
Foram 10 novos empreendimentos no total, na Capital, com o município canela-verde logo atrás, com cinco, seguido de Serra, com um lançamento, no segundo semestre de 2021. Vitória também saiu na frente quanto à quantidade de unidades lançadas: foram 669 no total, seguido de 551 em Vila Velha e 96 na Serra.
Por outro lado, Vila Velha ficou à frente em unidades entregues nos últimos seis meses do ano passado, totalizando 1.193, seguida de Vitória, com 147, e em terceiro, Serra, com 90. Ao todo, foram concluídos oito empreendimentos em Vila Velha de julho a dezembro de 2021, quatro em Vitória e dois na Serra.
O ritmo de lançamentos e de empreendimentos em produção (116 residenciais e 11 comerciais) mostra ainda a potência da Grande Vitória em continuar atraindo investimentos do mercado imobiliário, o que deve continuar na mesma velocidade, transformando a região em um polo de tendências e novidades, apesar de os espaços estarem ficando cada vez mais escassos.
Uma das regiões ainda com forte potencial, na Capital, é a orla Camburi, segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 13ª Região (Creci-ES), Aurélio Capua Dallapicula, uma das regiões que, apesar de pouco espaço, ainda tem forte potencial, é a orla Camburi. “A região promete um lançamento ímpar e de alto padrão, horizontal. Na Enseada do Suá, a tendência é também de alto padrão, em estruturas verticalizadas. Na Praia do Canto, teremos certamente bons e diversificados lançamentos, alguns até já em andamento”, conta.
O vice-presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Alexandre Schubert, destaca que Vitória e Vila Velha ainda têm muito o que crescer, começando pela Capital, que passa por um processo de transformação muito intenso, principalmente nos bairros Jardim da Penha e Jardim Camburi.
Já Vila Velha começa a ter seu tecido urbano mais ocupado, o que justifica sua valorização, além do lançamento de grandes empreendimentos na região do bairro Jockey de Itaparica, que começa a tomar os rumos da direção na qual o município se desenvolve. Outra região destacada por Schubert é o sentido Sul de Vale Encantado, que ainda possui grandes áreas, possibilitando empreendimentos maiores.
VERTICALIZAÇÃO
Enquanto isso, a Serra se mantém atrativa, mas com um novo olhar do mercado, principalmente com as mudanças feitas na legislação. A cidade se prepara para se verticalizar, com o novo Plano Diretor Municipal que, segundo a prefeitura, permitirá uma taxa de ocupação de até 80% do terreno (hoje é de 60%), além de retirar a limitação de 12 pavimentos em construções. E também deve liberar a construção de empreendimentos residenciais no Civit 1 e Civit 2, que são, atualmente, zonas exclusivas para a indústria.
“O novo PDM da Serra está dando um tratamento muito bom para o desenvolvimento do município, que é hoje a 12ª melhor cidade para negócios do país. É um novo modelo urbano”, conta Schubert.