O ano tem sazonalidades, que são períodos com comportamentos um pouco diferentes, em razão de fatores externos, fatores que nós não dominamos. Posso citar alguns. Um deles é o aumento populacional no período de férias. Então é um fator externo, que aumenta a oportunidade e aumenta também a ocorrência de crimes. Eventualmente, períodos do ano que têm saídas de presos. Como, no Espírito Santo, essa relação da disputa do tráfico é feita de forma muito belicosa, então lamentavelmente alguns presos acabam saindo e morrendo, sendo vítimas por disputa de tráfico, ou às vezes cometem outros crimes. Então isso se incorpora na chamada sazonalidade. É olhar o ano com ele mesmo nos seus meses. Quando a gente compara o ano em curso com o ano anterior, a gente observa que, em 2019, houve redução em dez dos doze meses, na comparação com 2018. Então houve um acréscimo em novembro de 2019. E, em dezembro, até agora, os números consolidados dão conta de que houve um homicídio a mais do que em dezembro de 2018: 85 contra 84. Todos os meses, com todos os homicídios, sejam mais altos ou menores, sim, nos preocupam. E fazem com que a gente se debruce sobre o estudo do crime, sobre a dinâmica do crime e sobre estratégias para a redução. Agora, quando um mês realmente foge de uma certa normalidade, a gente procura investigar o que aconteceu e que medidas a gente pode adotar. A estratégia do Estado Presente é exatamente esta: diagnóstico, planejamento integrado, ação e monitoramento.