Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Guerra externa ameaça crescimento da economia capixaba
Angelo Passos

Guerra externa ameaça crescimento da economia capixaba

Guerra de comércio entre grandes potências é a principal ameaça externa ao crescimento do PIB do Brasil e do Espírito Santo. Exportações são afetadas

Publicado em 25 de Junho de 2018 às 20:30

Públicado em 

25 jun 2018 às 20:30
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos

Guerra comercial entre EUA e China ameaça o Espírito Santo Crédito: Amarildo
Uma guerra comercial em escala impactante para o PIB mundial é a principal ameaça externa, no momento, para o Brasil e para o Espírito Santo – devido ao amplo grau de abertura da economia capixaba para o exterior.
Um estudo da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), envolvendo 124 países, assinala que em caso de elevação máxima da tensão entre Estados Unidos, China e outras potências, as tarifas médias aplicadas às exportações brasileiras subiriam dos atuais 5% para 32%, o que obviamente tolheria o embarque de vários produtos. O fato se agravaria pelas dificuldades decorrentes da desaceleração do crescimento global.
Hoje, o setor industrial brasileiro já é prejudicado diretamente por 16 tipos de barreiras comerciais, sendo 12 não tarifárias e quatro tarifárias
A questão, agora, é saber qual a extensão do dano desse cenário no PIB brasileiro e no do Espírito Santo. Em relação aos embarque pelos portos capixabas, vale lembrar a perspectiva de queda nos preços das commodities, atingindo em cheio valor das exportações. Isso já começa a acontecer com o petróleo e com alguns itens do agronegócio.
Hoje, o setor industrial brasileiro já é prejudicado diretamente por 16 tipos de barreiras comerciais, sendo 12 não tarifárias e quatro tarifárias, segundo pesquisas da Fundação Getúlio Vargas, feita por encomenda da Confederação Nacional da Indústria. O quadro está mesmo feio. Somente no ano passado, exigências sanitárias e fitossanitárias de outros países reduziram em US$ 30 bilhões as vendas brasileiras de bens e serviços ao exterior.
Essa situação reflete baixo poder de barganha do Brasil no âmbito internacional, o que atinge pelo menos 14% dos produtos para exportação, de acordo com a avaliação da FGV. Tal fragilidade se acentuará com o alastramento do protecionismo, minando o sistema multilateral de comércio.
Há outros aspectos a considerar. O conflito comercial intenso causa inquietação no sistema financeiro internacional, abalando sobretudo os mercados emergentes, como o Brasil, em função do aumento da aversão ao risco. E a consequente valorização do dólar pressiona a inflação.
Ao mesmo tempo, investidores em diferentes setores ficam com o freio de mão puxado. Decisões aguardam situações mais confortáveis.
 

Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

José Cassimiro era corredor e foi vítima de acidente em Guarapari
Vítima de acidente em Guarapari era corredor de 75 anos
Imagem de destaque
O varejo perde vendas onde menos olha: o “último metro” no Dia das Mães
Neymar
Neymar é flagrado comendo 'marmitex' em sua mansão e viraliza

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados