Publicado em 13 de outubro de 2022 às 00:08
O primeiro dos dois jogos da final da Copa do Brasil teve bom futebol, presenças ilustres no estádio, apagão nos minutos finais e terminou sem gols. Corinthians e Flamengo empataram sem gols na Neo Química Arena, que registrou o recorde histórico de público na noite desta quarta-feira (12): 47.031 torcedores assistiram na arena em Itaquera a um duelo marcado pelo equilíbrio e pelas defesas de Cássio nas tentativas dos atacantes rubro-negros, sobretudo Gabriel. >
Os dois rivais se reencontram daqui a uma semana, dia 19, no Maracanã, onde será conhecido o campeão da Copa do Brasil. Uma vitória simples garante o título para qualquer um dos lados. Caso haja novo empate, a definição da vaga sairá nos pênaltis. Ambos buscam a quarta conquista da competição nacional, que paga ao vencedor a mais alta premiação do futebol brasileiro: R$ 60 milhões, fora os valores das fases anteriores.>
Visto in loco por Tite e seus auxiliares, além do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e o mandatário da CBF, Ednaldo Rodrigues, o jogo teve leve domínio do Flamengo, que não foi às redes em virtude da noite de brilho de Cássio, algo rotineiro há várias temporadas.>
O maior número de torcedores na arena corintiana havia sido registrado em 2019, na final do Campeonato Paulista. Naquela ocasião, 46.903 corintianos viram a equipe ganhar do São Paulo e levantar o troféu. Os dados desconsideram os jogos da Copa do Mundo de 2014, já que o estádio, à época, contava com arquibancadas provisórios, o que elevava a capacidade de público para mais de 60 mil.>
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Foi de tensão, nervosismo e estudo, mas também de bom futebol o primeiro tempo. Parte dos primeiros 45 minutos se assemelharam ao jogo das quartas da Libertadores. O Flamengo mostrou-se amplamente superior na posse de bola - chegou a registrar mais de 70% - e teve mais volume de jogo. Ocorre que o Corinthians, com poucos toques na bola, foi mais perigoso em suas idas ao ataque.>
Pedro e Gabriel incomodaram a defesa corintiana com muita movimentação e o talento habitual. Saíram dos pés deles as principais oportunidades de gol dos visitantes. Sorte dos anfitriões que Cássio, sempre ele, estava em mais uma noite de protagonismo.>
Do lado corintiano, Renato Augusto, mesmo muito vigiado, encontrou espaços em algumas ocasiões e protagonizou lampejos de genialidade. No entanto, o meio-campista não concluiu suas jogadas como queria. Os paulistas talvez tivessem melhor sorte se a bola tivesse chegado mais vezes para Yuri Alberto, habitualmente muito eficiente. Em sua única finalização, o centroavante concluiu perto da trave direita. Em outro momento, não aproveitou vacilo de Filipe Luís porque Thiago Maia se recuperou para bloquear o arremate.>
Se havia sido pouco efetivo no primeiro tempo, na etapa final o Flamengo intensificou sua produção ofensiva e exigiu ao menos três grandes defesas de Cássio. O goleiro corintiano brilhou principalmente na finalização de Gabriel dentro da área. Também defendeu chute de Everton Ribeiro e contou com a sorte ao ver a pancada de David Luiz de fora da área explodir na trave. Em outras tentativas, Gabriel chutou rente à trave e Arrascaeta bateu chapada, para fora.>
A pressão sofrida deixou Vítor Pereira incomodado. Disposto a mudar o cenário da partida, num momento em que o Corinthians estava acuado, o português decidiu tirar dois de seus principais atletas. Renato Augusto deu lugar para Giuliano, este que é o artilheiro do torneio, e Roger Guedes foi substituído por Matheus Vital. Guedes sentou no banco indignado. "Todo jogo", reclamou ele.>
O Corinthians passou a se defender melhor e o Flamengo reduziu seu ritmo. No fim, o futebol ficou em segundo plano com um princípio de briga nas arquibancadas e apagão em uma das torres de iluminação do estádio. Houve também reclamação de pênalti por parte dos corintianos depois que a bola bateu no braço de Léo Pereira na área. O juiz nada assinalou.>
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